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3 livros sobre diferentes tipos de pais – Especial Dia dos Pais

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o Dia dos Pais está logo aí! por isso, hoje escrevo em homenagem àquele ser difícil de definir, nem sempre presente na vida de todos, de papel mutante ao longo dos últimos anos mas sempre, sempre, incrivelmente especial.

já tentou definir o que é um pai? é coisa complicada pra caramba… antigamente era o provedor da casa, a suma autoridade e a pessoa que deveria ser temida pelos filhos. hoje (ainda bem!) não é mais assim; as mulheres passaram a ser co-provedoras do sustento da família e os homens, co-educadores dos filhos, a autoridade é compartilhada por mãe e pai e não se baseia mais no terror e no medo, mas no respeito à individualidade de cada criança e no amor acima de tudo. mas com os papéis tão misturados e desligados de gênero, como definir o que é um pai?

existem várias piadas pela internet, principalmente na forma de cartuns, de que pai é o mais irresponsável do casal, o que joga a criança três metros pro alto, o que deixa os filhos brincarem com facas e tomadas, o que acha que comer comida caída no chão é bom pra saúde. exageros piadísticos à parte, talvez uma característica comum a muitos pais seja mesmo esse espírito mais aventureiro e livre da maioria dos homens. quem nunca conheceu um pai que brinca de se jogar no chão com os filhos, que conta piadas (semi-)inapropriadas para os coleguinhas e que inventa sempre novos argumentos para ganhar nas discussões com as crianças?

com meu pai, eu aprendi a dançar no meio da sala ao som de rock’n’roll a qualquer hora do dia como se ninguém estivesse olhando. aprendi a desenhar falando ao telefone e a ter boa caligrafia (e ele é médico, hein?!). aprendi que confiança é ter certeza de que a porta sempre está aberta a dúvidas embaraçosas ou confissões vergonhosas, com uma conversa empática e entre iguais, mesmo que haja um castigo no final. aprendi que ler e estudar é muito divertido. aprendi a debater, a brigar, a magoar e a importância de voltar atrás e pedir desculpas.

no meu marido, eu vejo que o pai é a criança que equilibra o rigor e a seriedade da mãe, o que faz cócegas nas crianças até deixá-las vermelhas de tanto rir, o que brinca de ‘psicologia reversa’ e faz com eles as coisas que não gostamos que eles façam com a gente (como ficar fingindo que brinca em frente à TV enquanto está passando um desenho animado que eles querem assistir). é ele quem cozinha, quem leva para passear, quem toma banho junto com as crianças, e quem, quase infalivelmente, saca o momento em que eu vou perder a paciência e assume o controle da situação para evitar brigas e arrependimentos.

pai é tudo isso e muito mais. e pai é como impressão digital, cada pessoa tem um diferente, especial e insubstituível. ❤

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Meu papai é grande, é forte, mas… (Coralie SaudoKris Di Giacomo, Ed. Girassol)
o pai deste livro ensina pela imitação: quando chega a noite, é ele quem não quer ir para a cama! tem medo do escuro, quer ouvir uma, duas, três histórias antes de dormir, pede água e quer ir pra cama do filho, que pacientemente tenta convencer seu pai que é hora de descansar, que amanhã tem mais brincadeiras, e deixa uma luz acesa para afugentar o escuro. para brincar de ensinar pelo comportamento e para repensar papéis de pai e filho.

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Papai tatuado (Daniel Nesquens, WMF Martins Fontes)
o pai deste livro ensina através de histórias: toda vez que volta pra casa, um pai conta a seu filho as histórias mais incríveis ilustradas por tatuagens que cobrem todo seu corpo, misturando realidade e fantasia. além de trazer o tema da tatuagem, que é bastante incomum em livros infantis mas super corriqueiro na realidade, a história aborda também as marcas que a experiência deixa em cada um e as histórias que existem por trás delas.

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Pê de pai (Isabel Minhós MartinsBernardo Carvalho, Cosac Naify)
o pai deste livro é múltiplo: representa vários tipos de pai ou as várias formas que os pais assumem para seus filhos, como o ‘pai-colchão’ e o ‘pai-doutor’, entre muitos outros. através de rimas, a autora descreve os muitos pais que existem enquanto o ilustrador usa traços simples e cores contrastantes para focar somente na parte importante de cada pai. para reler diversas vezes.

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Como nascem os pais?

você se lembra de quando se tornou mãe? não, não estou falando de quando seu primeiro filho nasceu; pense antes, na primeira vez em que você se imaginou mãe, no primeiro bebê-boneca que você ninou, na primeira criança dos outros que você olhou e disse ‘aaah…, quero um desses pra mim’. pensou? pois é, eu também acho que muitas de nós nasce mãe ou se torna uma bem cedo na vida. talvez seja isso o tal ‘instinto’ de mãe – parte realmente biológica enraizada no nosso DNA e parte sorrateiramente aprendida durante nossa vida.

mas e os pais? será que eles também têm um ‘instinto’ escrito no cromossomo Y? se têm, ninguém acredita. porque se há um consenso entre as mães do mundo todo é que nenhum pai cuida dos nossos filhos tão bem quanto a gente! hahaha

pareço cruel? ok, mas fala a verdade: com quantos meses você ‘deixou’ seu marido ficar sozinho com o bebê por 5 minutos, trocar uma fralda por conta própria sem inspecionar depois, dar banho sem supervisão?? pois é. essa ideia é tão forte e consensual que até os próprios pais fazem piada a respeito.

mas… o que acontece de verdade quando um pai tem que cuidar da cria? será que é a catástrofe que todo mundo imagina? será que ele não tem o mesmo cuidado porque não liga pro bebê? qual é o vínculo que um homem tem com seu filho? é muito difícil nós mães sabermos com certeza por dois motivos básicos: (1) a gente nunca deixa os filhos sozinhos com o pai (haha) e (2) eles nunca revelam o que acontece quando deixamos.

pois nossa sorte é que existem uns poucos pais que curtem escrever sobre isso. e, pra nossa surpresa, a ligação entre pai e filho pode até surgir só depois do nascimento, mas é tão forte e bonita que deixa a gente com vergonha de pensar o contrário!

dá uma navegada pela internet, buscando blogs de pais. tem vários, dá pra se perder com tantos relatos. mas o que mais me chamou a atenção, por diversos motivos, foi o do Renato Kaufmann, Diário de Um Grávido. ele começou a escrever quando soube que seria pai, então tem a história dos 9 meses de gestação e depois várias historinhas da Lucia, dos 0 até hoje, com 5 anos. o blog fez tanto sucesso que ele publicou dois livros, Diário de um grávido e Como nascem os pais, ambos pela Mescla Editorial. além de ter um jeito super carinhoso de falar da filha (dos gatos, da vida), ele é muito engraçado! eu, com a vida atribulada de quem trabalha e cuida de 3 crianças, consegui ler o livro todo em dois dias. super recomendo!

quem sabe depois disso a gente perde a noção de que só mãe cuida bem de criança, né? ou não… rs

como nascem os pais

  Como nascem os pais

  Renato Kaufmann

  Mescla Editorial

  2011

  208 páginas

  r$ 53,80 (Cultura)

Categorias: blogs, leituras, livros, livros sobre maternidade | Tags: , , , , | 1 Comentário

Papo de Pai Louco — conheça o Eivor Martins Jr.

todo mundo que tem criança na escola conhece essa cena: enquanto esperam seus filhos saírem da aula, tem aquele pai “perdido” no meio do mar de mães que conversam entre si, trocam figurinhas e fofocam. não é incomum ver um ou outro pai buscando seus filhos na escola, mas quase sempre ele aparece esporadicamente, dando uma folga merecida para a mãe, que aproveita para ir se cuidar – ou está trabalhando no seu ‘day job’! e ainda assim, pode reparar, entre descer do carro, pegar a criança e ir embora esses pais costumam levar 1/3 do tempo que as mães levam! rs

mas sempre tem um pai que está lá todos os dias, que sabe o nome das outras mães e das professoras, que conversa sobre futebol com os porteiros, que faz com que os ‘pais esporádicos’ não se sintam tão como um peixe fora d’água. este é o Eivor. 🙂

pai de 3 filhos – João, Catarina e Mariana –, marido da Gabi (nossa comentadora mais ativa!), biólogo, professor, curioso, leitor, é daqueles caras que conversam olhando nos olhos, que realmente se interessam pelo que os outros falam, que sempre têm assunto com qualquer pessoa, em qualquer lugar. e, apesar de já estar na casa dos 40, parece tão criança quanto seus filhos!

quando minha filha fazia natação com a filha dele, a gente ficava um tempão batendo papo na ‘sala de espera’. os assuntos variavam de maternagem a literatura, biologia a linguística, e sempre apareciam histórias engraçadas dos nossos filhos no meio. é, o Eivor é desse tipo particular de pai: dos que vão às festas dos filhos e dividem o tempo entre a rodinha dos homens e a rodinha das mulheres, dos que participam da reunião de pais na escola, dos que levam e buscam às aulas. e ainda tem tempo pra abrir a casa para os amigos e fazer a noite de todos super divertida!

seja bem vindo, Eivor!
(agora como personagem principal, não só como comentador! 😉 )

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Janjão, Cacá, Maricota e seu super pai Eivor

Janjão, Cacá, Maricota e seu super pai Eivor

Mães Loucas: O que você lê com seus filhos quando você escolhe, não eles?

Eivor: Leio histórias brasileiras, dos índios. Leio livros que comprei pensando neles como um paradidático O Diabo dos números e O Homem que calculava. Ambos contam histórias que relacionam-se com a matemática do dia a dia.

ML: Você lê para todos juntos, ou um livro para cada criança?

Eivor: Os de história eu leio para todos, quer dizer, para as meninas normalmente, o João sempre quer escolher outra história rsrsrsr

ML: E o que você lê quando está sozinho?

Eivor: Leio tudo que vejo! Quando vou trabalhar leio Rubem Fonseca no ônibus (contos). Quando vou dormir leio o Tratado de Fisiologia Médica (Guyton) rsrsrs. Quando vou ao banheiro leio Cebolinha e Mônica. Leio notícias no Uol, Twitter e o que meus amigos fazem no FB. Leio as bulas dor remédios, as informações nutricionais dos alimentos (kkkkk). Ontem acabei um livro que começou muito legal mas acabou de forma frustrante… chama-se O Perfume — História de um assassino, do Patrick Süskind.

ML: Quais são as 5 melhores músicas para se ouvir com os filhos?

Eivor: Nossa Canção, dos Saltimbancos (Chico Buarque), Alecrim, Parabéns pra você (rsrsrsrsr), Psycho killer (versão  The Ukelele Orchestra of Great Britain, kkkkkkkk), e finalmente Nana Nenê.

ML: E as 5 melhores para ouvir sozinho?

Eivor: September (Earth, Wind & Fire), Morena dos olhos d’água, Tudo bem, Azul da cor do mar, Bohemian Rhapsody  (Queen)…ah, tem tantas outras!! Só 5???

ML: Passatempo preferido para fazer com eles?

Eivor: Gosto de montar quebra-cabeças com eles! João é campeão mundial!! Mas as meninas estão cada vez melhores! Gosto quando eles me contam as histórias. Eu conto uma inventada e depois é a vez deles. Eu morro de rir das sequências que eles criam! Parece que estão sonhando. rsrsrsr

ML: Melhor passatempo quando você está sozinho?

Eivor: Dormir é passatempo? (kkk) Não, né? É descansar. Quando estou só quero descansar! Três filhos!! Já viu!

ML: Em que sentido as crianças te fazem uma pessoa melhor? Ou não fazem? rs

Eivor: Embora em me queixe de ter pouca paciência, noto que hoje dou mais atenção às dificuldades dos meus alunos. Acho que transfiro um pouco essa coisa de pai na sala de aula. Antes não era assim.

ML: O que você descobriu no universo paterno que te surpreendeu (no bom sentido)?

Eivor: O cheirinho maravilhoso dos meus filhos!! Kkkk Claro, todo filho, de todo mundo tem o seu! Mas o cheirinho do João, da Catarina e de Mariana…é só deles!

ML: E o que você não suporta a respeito desse universo?

Eivor: No começo eu não admitia que alguém “pensasse” que eu não cuidava de meus filhos! Ou que eu fizesse algo propositadamente para prejudicá-los. Hoje eu vejo, com dificuldades é claro, que existem outras formas de se resolver um problema com os filhos. E mais, talvez meu “erro” seja necessário para que meu filho se revolte, amadureça e faça melhor.

ML: Uma característica de cada um dos três da qual você se orgulha?

Eivor: João é mediador. Negocia a paz. Organiza… Catarina sabe ensinar, tem didática. Mariana é determinada, impetuosa e não teme errar!

ML: E uma da qual você se orgulha em si mesmo, como pai?

Eivor: Sou observador.

ML: Vida de pai, antes e depois: é muito diferente? Por quê?

Eivor: Sim, é diferente. Não é pior. Em alguns aspectos também não é melhor. É diferente. Quando você se torna pai, deixa de ser o seu próprio centro. Você deixa de ser a prioridade. A responsabilidade aumenta exponencialmente! Mas você sai de casa às TRÊS E MEIA da madrugada, na chuva para a farmácia, numa boa!

ML: Um é bom, dois é pouco, três é demais?

Eivor: Três é muito bom! Quatro, em muitos aspectos, seria perfeito. Mas é muito caro!!!!

ML: Que tipo de indivíduos você espera deixar para o mundo?

Eivor: Que pensem no coletivo. Que saibam as consequências do seu próprio egoísmo. Que respeitem as diferenças, as opções e idiossincrasias das pessoas.

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