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se todo mundo te falar pra pular da ponte…

olá, pessoal!

tenho lido tanta coisa interessante que fico na dúvida do que escrever primeiro!

como já falei aqui, estou na busca por um tipo de trabalho que me permita extravasar, criar e ver resultados diretos na vida das pessoas. por isso, tenho lido muita coisa interessante sobre mudança – na vida, na carreira, no caminho. o último que terminei é The Art of Non-Conformity [A arte da não conformidade], do americano Chris Guillebeau.

a história dele me chama a atenção por alguns motivos: primeiro, ele é um ano mais novo que eu – o que significa que somos praticamente da mesma idade. segundo, ele não é particularmente brilhante em nada {palavras dele, hein!}, não tem uma formação acadêmica impressionante, não nasceu em berço de ouro e nem foi uma criança que se destacou da maioria por ser extrovertido, diferente ou criativo. terceiro, ele não foi sempre assim, não-conformista. um dia ele se aventurou num programa voluntário na África e lá ficou por 4 anos. quando voltou, passou a viver do jeito que quis, e não do jeito que ele – ou os outros – achava que deveria viver. e assim começou a escrever o blog AONC.com.

o livro é profundamente inspirador! apesar de a proposta parecer simplista {‘viva do seu jeito, não siga regras’}, só lendo o livro pra compreender o que ele realmente quer dizer, e o mais importante: como mudar! ele dá várias dicas, muitas baseadas na própria experiência, claro, mas em todos os momentos ele apresenta alternativas para o caso de você não ser exatamente como ele. e apesar de a nossa primeira reação ser “ok, fácil você falar. os Estados Unidos é diferente do Brasil, trabalho é mais fácil, tem menos impostos, menos contas pra pagar, você não tem filhos etc…”, se a gente realmente estiver aberto a mudança, vai se beneficiar da leitura deste livro.

aliás, tanto ele sabe disso {imagine o quanto ele não ouviu esse tipo de objeção!} que o primeiro capítulo é exatamente sobre isso! ele já começa o livro falando: olha, não vamos gastar o seu tempo ou o meu. se você realmente quer mudar, se está mesmo a fim de ouvir dicas e pensar na sua vida, seja bem-vindo. mas se é pra ficar fazendo objeções e indo contra tudo que eu propuser, feche este livro e vá viver sua vida feliz. não é o máximo?

se você ainda está na dúvida sobre esse papo, antes de comprar o livro assista a palestra dele no TEDx. são só 17 minutos, nos quais ele fala sobre medo versus coragem. tudo muito simples e divertido. vale a pena!

eu amei! me senti ainda mais motivada a mudar o que não curto na minha vida, ou a finalmente começar a viver aquilo que eu penso mas tenho preguiça/medo/dúvida de mudar — uma das coisas foi me tornar vegetariana {de novo}!

então, aproveite o espírito das festas de fim de ano e a esperança de um ano novo melhor e comece a planejar sua vida nova!

boa sorte e boa leitura!

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  A Arte da Não Conformidade

  Chris Guillebeau

  Editora Saraiva

  2012

  208 páginas

  r$34,90 (na Cultura)

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mais um post de aniversário!!

bom dia, pessoal! e feliz aniversário pra você que, como eu, nasceu num maravilhoso (oi?) dia 6 de novembro!! \o/

sabe o que eu mais gosto desses aniversários mais recentes, pós-Facebook? é receber votos de felicidades de pessoas com as quais já não convivo faz muito tempo, mas que, de repente, mandam uma mensagem carinhosa e energizam meu dia! uma das características que descobri a meu respeito há alguns anos, e que eu achava que era mais um demérito do que uma qualidade, é guardar várias pessoas no coração, mesmo que no dia a dia eu esqueça de entrar em contato pra dizer ‘oi’ ou ‘vamos sair?’. sabe aquela coisa de achar que basta gostar que tudo bem, mesmo que eu nunca mais telefone ou encontre?

daí percebi que é preciso, sim, sair da rotina pra olhar os outros. e que isso dá certo trabalho mas faz um bem danado! 🙂

por isso, a dica de hoje é um livro que eu encontrei na Amazon chamado This book will change your life (Este livro vai mudar a sua vida), do Ben Carey e do Henrik Delehag. é uma brincadeira na qual os autores sugerem 365 atividades diárias pra te tirar da rotina! tem desde coisas bizarras como “fume 60 cigarros Galoise” até coisas engraçadas como “assinale as coisas que você nunca irá fazer antes de morrer” numa lista de centenas de atividades malucas!

o livro parece uma grande bobagem, mas é um verdadeiro exercício para sairmos da zona de conforto e nos apercebermos de quão ilimitada é a vida – e de como levar uma vida mais leve e engraçada!

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This Book Will Change Your Life

This Book Will Change Your Life

  This book will change your life

  Benrik (Ben Carey & Henrik Delehag)

  Editora Plume

  2003

  384 páginas

  US$ 14,85 (+ frete, na Amazon)

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Hands Free Mama — um blog inspirador

bom dia, leitores!

todo mundo que navega pela Internet sabe que a blogosfera está cheia de mulheres que, depois de terem tido filhos, resolveram se dedicar a escrever sobre maternidade (parece familiar? rs), mas de vez em quando a gente topa umas páginas realmente inspiradoras, com gente interessante por trás. é o caso do blog Hands Free Mama, da blogueira e mãe Rachel Macy Stafford.

conheci esse blog quando um post dela, publicado no Huffington Post, foi super compartilhado por toda a Internet, especialmente através do Facebook, e inclusive traduzido para o português. era sobre o momento em que essa mãe resolveu parar de pedir para a filha mais nova se apressar — já leu?

todo o conteúdo do blog Hands Free Mama gira em torno desse novo olhar que a Rachel decidiu ter em relação à vida e às relações dela com as filhas, principalmente. um olhar pausado, focado na beleza ao invés dos defeitos, que percebe a riqueza que temos à nossa volta e, consequentemente, nos traz paz. é realmente muito bonito – e simples!

abaixo, traduzo um dos posts mais emocionantes, chamado “Taking Away My Daughter’s Smile“. se você lê inglês, vá direto ao site dela; nada melhor do que ler o original. 😉

Apagando o sorriso da minha filha

Minha vida tinha tudo que eu sempre quis — um marido carinhoso, duas crianças lindas, corpo e mente sãos e um lar seguro e confortável.

Dadas essas circunstâncias tão desejadas, é de se pensar que eu acordasse toda manhã me sentindo grata, feliz e satisfeita.

Mas não era o caso.

Eu acordava me sentindo do mesmo jeito que me sentia indo dormir na noite anterior — infeliz, incomodada e irritada.

Mentalmente, eu conseguia reconhecer as bênçãos abundantes na minha vida, mas eu não as via ou sentia de verdade porque eu estava muito focada nas distrações abundantes da minha vida. Muitos compromissos. Muitos filtros. Muitas pressões autoinduzidas para ser tudo e ter tudo. Muitos padrões inatingíveis. Muitos a fazer e nunca tempo suficiente.

E quando você está lotada, apressada e agarrada no aparelho eletrônico, há muito pouco tempo para rir, descansar, brincar e simplesmente SER. É aí que o sorriso tende a desaparecer do seu rosto.

Apesar de conseguir forçar um sorriso em público, minha expressão era franzida na privacidade do lar. Sabe, quando se vive uma vida altamente distraída, nada — nem mesmo os lindos rostos da sua amada família — conseguem te trazer alegria.

A verdade machuca mas a verdade cura… e me traz mais perto da mãe e da pessoa que quero me tornar.

Meu descontentamento externo parecia atingir o pico na hora de sair de casa. Minhas filhas, então com 4 e 7 anos, sabiam que eu ficava meio louca enquanto tentava fazer todo mundo ficar pronto e sair de casa. Minha filha mais velha tentava ajudar do jeito que ela conseguia. Claro que suas tentativas de ajudar faziam com que tudo demorasse mais e nunca eram boas o suficiente. Eu nem tentava esconder meu desespero ou irritação.

Me lembro vividamente de entrar no carro depois de uma partida estressante. Olhei pelo retrovisor e vi minha filha mordendo o lábio superior de nervoso. Enquanto ela mordiscava aquele pedacinho frágil de pele do seu lábio de cima, com olhos arregalados, eu juro que dava para ler sua mente:

Mamãe está brava.

Mamãe está cansada.

Mamãe está estressada.

Mas havia mais. Eu praticamente conseguia ouvir como uma criança poderia interpretar a infelicidade da sua mãe.

Mamãe está brava comigo.

Mamãe está cansada de mim.

Mamãe está estressada por causa de algo que eu fiz.

Morder o lábio se tornou a nova prática da minha filha mais velha quando a gente entrava no carro para ir a qualquer lugar. E para o meu desânimo, o hábito lentamente tomou outras áreas da sua vida. Eu atribuía isso a preocupações escolares, timidez, às viagens a trabalho do pai, ciúme de irmã. Eu lia tudo que conseguia sobre esse comportamento prejudicial, enquanto torcia para que fosse somente uma fase que passaria logo. Mas o hábito de morder o lábio não passou. Às vezes, a pele sensível do seu lábio superior chegava até a sangrar.

Lá pela época em que achei que deveríamos procurar ajuda médica para o problema, uma luz se acendeu sobre a questão — uma luz que era mais um farol da verdade, do qual eu não podia me esconder.

Numa correria especialmente caótica para sair de casa e ir viajar em férias familiares, eu sentei no banco do passageiro espumando. Brava porque eu não tive tempo de colocar a louça na máquina de lavar. Brava porque estávamos atrasados para pegar a estrada. Brava porque a porta da garagem estava dando pau. Estou falando de pequenas inconveniências triviais e insignificantes aqui, mas esse era o estado de uma mulher distraída que não conseguia mais enxergar as bênçãos, só as inconveniências da sua vida.

E antes que a gente saísse da entrada da garagem, meu marido olhou para mim como se alguém que ele amasse muito tivesse morrido. Num sussurro quase inaudível, ele disse “Você nunca mais fica feliz”.

Eu queria me defender.

Eu queria arrumar uma desculpa.

Eu queria negar.

Mas eu não conseguia.

Porque eu sabia que ele estava certo.

Para onde tinha ido aquela mulher feliz? Aquela que sorria sem motivo para as pessoas por quem passava na rua. Aquela de quem os amigos sempre comentavam sobre a perspectiva positiva de vida. Aquela que se sentia feliz simplesmente por ouvir sua música favorita ou por ter um pacote de balas de morango na bolsa. Aquela que conseguia rir dos erros porque sabia que erros acontecem, e certamente eles não são o fim do mundo.

Para onde ela tinha ido?

E foi aí que olhei para o banco de trás, para ver se minhas filhas tinham ouvido as palavras do meu marido. Me encarando de volta estava minha filha, mordendo o lábio de preocupação do tamanho de uma pedra pesando em seus ombros pequenos.

E foi aí que uma pergunta ainda mais dolorosa me veio.

Para onde tinha ido minha menininha feliz? Aquela que acordava com o cabelo bagunçado mais lindo e um sorriso de bom dia. Aquela que abria um sorriso quando ouvia as palavras “borrifador de grama”, “algodão doce” e “loja de pets”. Aquela que gargalhava tanto que saíam lágrimas dos olhos. Aquela que lambia as pás da batedeira com puro prazer e dançava feliz qualquer música alegre.

Para onde ela tinha ido?

Eu sabia.

Eu sabia.

Enquanto eu voluntariamente fazia a minha própria vida abençoada miserável, eu tinha canalizado minha infelicidade direto para o coração e para o espírito feliz da minha filha. Sua dor era um reflexo direto da expressão que eu carregava no rosto.

Essa verdade difícil foi uma de várias admissões poderosas que me levaram ao meu colapso-ruptura “mãos livres”. Eu não tinha certeza de como, mas estava determinada a trazer o sorriso de volta para o rosto da minha filha; eu sabia que tinha que trazer de volta ao meu próprio rosto.

Comecei com um passo pequeno: focar no que estava dando certo ao invés do que estava indo mal. Eu chamei de: Enxergar as flores ao invés das ervas daninhas.

Sim, havia um quarto bagunçado (ervas daninhas), mas só porque minhas filhas haviam brincado tranquilamente e cooperativamente uma com a outra (flores).

Sim, seus sapatos estavam cobertos de lama (ervas daninhas), mas a felicidade no seu rosto ao pular nas poças era inesquecível (flores).

Sim, ela tinha saído da cama de novo (ervas daninhas), mas só para me dar mais um beijo de boa noite (flores).

Sim, ela tinha tirado da gaveta todos os shorts que ela tinha (ervas daninhas), mas ela tinha se vestido sozinha (flores).

Quando comecei a procurar as ‘flores’ ao invés das ‘ervas daninhas’ na minha vida cotidiana, os pontos positivos passaram a ficar mais óbvios e eu rapidamente tomei uma nova perspectiva. Percebi que muito do que me incomodava era trivial. Muito do que estava supostamente ‘arruinado’ eram coisas que poderiam ser consertadas ou arrumadas. O que importava – que estávamos seguros, saudáveis e vivos – eram pensamentos que começaram a se sobrepor aos negativos.

Minha filha mais velha, ansiosa para agradar e prestativa, parecia diferente também. Passei a vê-la por quem ela realmente era, não um aborrecimento ou um incômodo, mas uma criança carinhosa com ideias e pensamentos espertos. Pela primeira vez, eu via tudo que ela era capaz de fazer — não perfeitamente, mas bom o suficiente para hoje. Minha cara amarrada relaxou e os sorrisos vieram mais facilmente para nós duas.

E agora cá estou, três anos nessa jornada de Mãos Livres. Como qualquer ser humano normal, tenho momentos de frustração, tristeza, raiva e opressão… mas esses sentimentos são temporários, não são mais a norma. Eu não sorrio todos os minutos do dia, mas sorrio bastante.

Minha filha mais velha não é mais tão pequena. Uma das suas atividades favoritas é me maquiar. Eu me sento de pernas cruzadas em frente a ela e, enquanto ela gentilmente aplica blush no meu rosto, seu lábio perfeitamente carnudo fica direto na minha linha de visão.

Ela não se lembra de morder o lábio. Aquele hábito morreu logo depois que minha nova perspectiva de vida nasceu. Mas eu não vou esquecer. Na verdade, eu não quero me esquecer do custo da distração. Ela pode destruir sua vida em pedaços até te fazer sangrar. Ela pode levar aqueles que você ama durante o processo.

Mas se desapegando das distrações que tiram seu foco do que realmente importa, você começa a enxergar com clareza. E você passa a ver as flores ao invés das ervas daninhas.

Fazendo virar uma prática diária perceber tudo que é bom na sua vida, a alegria no seu coração tende a transbordar. E quando isso acontece, você se torna capaz de canalizar esse excesso de amor e felicidade diretamente para o coração daqueles que você mais quer ver sorrir.

lindo, né? bora colocar em prática essa nova perspectiva na nossa vida também, pra que nossos filhos não precisem nem passar pela experiência de sofrer com nossas angústias! 😉

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Holstee Manifesto e a busca do não-trabalho

olá!

faz teeeeempo que não apareço por aqui, eu sei. mas além de umas semanas de trabalho rolo-compressor, andei meio sem ideias pra escrever. na verdade, estou num momento de muitas ideias, vontade de mudar, à procura de algum trabalho que me motive, que me enriqueça, pelo qual me apaixone. depois posso escrever mais sobre isso (embora seja um assunto meio chato… rs), mas li em algum lugar que, na verdade, o que estou procurando é um não-trabalho, ou uma atividade que seja tão criativa, criadora e apaixonante que não seja encarada como um ‘trabalho’. e só. (né? rs)

a semana passada foi bem tranquila no trabalho, então pude me dedicar a fazer algo que não conseguia há tempos: navegar sem rumo pela internet. sabe aquela coisa de começar no Facebook (sempre!), clicar num link, ler um texto, dar uma busca no autor, entrar numa página, clicar numa imagem, ler um comentário, cair noutro link de outro texto, de outra imagem, de outra pessoa interessante…? pois é, acho que consigo contar nos dedos quantas vezes fiz isso. e esses dias redescobri como é bom entrar no labirinto sem o fio de Ariadne e me perder em conexões e descobertas!

neste momento de busca por um sentido profissional, acabei conhecendo uns autores com histórias similares à minha, de tentativa e (muitos) erros e fiquei inspirada! tem tanta gente fazendo coisas interessantes e que a gente nem ouve falar! um blog que tem muito texto interessante é o Brain Pickings, da Maria Popova, uma escritora e curiosa de tudo que é conexão de ideias e interesses. tem muito conteúdo bom lá, coisas inspiradoras de gente que vale à pena conhecer.

foi assim que conheci o tal Holstee Manifesto, um ‘texto’ em formato não-linear super inspirador que merece ser lido diariamente. na minha tradução livre, é mais ou menos assim:

Esta é a sua vida. Faça o que ama e faça com frequência. Se você não gosta de algo, mude. Se não gosta do seu trabalho, demita-se. Se você não tem tempo suficiente, pare de assistir TV. Se estiver procurando o amor da sua vida, pare; ele estará te esperando quando você começar a fazer coisas que ama. Pare de superanalizar, a vida é simples. Todas as emoções são lindas. Quando comer, aprecie cada mordida. Abra sua mente, braços e coração para novas coisas e pessoas, somos unidos nas nossas diferenças. Pergunte à próxima pessoa que encontrar qual é a paixão dela e compartilhe seu sonho inspirador com ela. Viaje com frequência; se perder vai te ajudar a se encontrar. Algumas oportunidades só aparecem uma vez; aproveite-as. Vida é sobre as pessoas que você encontra e as coisas que cria com elas; então, saia e comece a criar. A vida é curta. Viva seu sonho e compartilhe sua paixão.

(O Manifesto Holstee, 2009, escrito por Dave, Mike & Fabian, design por Rachael. www.holstee.com/manifesto)

inspirador, né? então façamos disso nosso mantra diário e bora viver a vida e criar!

O Manifesto Holstee

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