Posts Marcados Com: maternidade

Reabitar-se

O reencontro da mulher com seu corpo na maternidade

por Luciana Kater

Reabitar-se

O período da gestação é um dos momentos mais mágicos na vida de uma mulher, sem dúvida. No aspecto emocional, a chegada de um novo ser que vem chacoalhar com toda sua estrutura é capaz de gerar toda uma série de reflexões a respeito do tema, desde o resgate da relação com a mãe, a cultura sobre o parto e a vida natural, relação com o parceiro depois do nascimento de um bebê, tempo e carreira etc.

Mas tem um aspecto que eu gostaria de dar particular atenção, que é a relação com o corpo. Nos 9 meses de gestação, o corpo da mulher passa por uma transformação impressionante. Células se multiplicando rapidamente, hormônios sendo produzidos, a bacia abrindo espaço para acolher e gerar um hóspede que vai usufruir 100% dessa fantástica acomodação.

Não há motivo maior de orgulho para uma mulher saber que ela é responsável pelo bem estar e formação dessa criatura. E não há mesmo generosidade maior na natureza do que esse período. Durante uma vida inteira você foi responsável unicamente pelo seu próprio desenvolvimento, bem estar e cuidado, e de repente o mesmo corpo se desdobra em dois para dar conta dessa linda tarefa.

É uma fase em que a mulher volta ao seu estado mais natural, primitivo, visceral. Seus sentidos ficam mais apurados, suas sensações à flor da pele, há quem diga até que elas desenvolvem um aspecto quase sobrenatural de percepção do que está ao redor. Em outras palavras, a mulher vira uma ‘leoa’, que cuida da cria com todo seu instinto animal.

Para mim, que trabalho com terapias corporais, não pode haver um período mais bonito e verdadeiro que este na vida de uma mulher. Estar completamente presente no corpo, nas sensações, nas emoções, é o estado em que quero fazer chegar todos os meus pacientes: habitar-se completamente, estar em sintonia com o próprio corpo, com sua própria casa, com sua natureza.

O que tenho observado com a maioria das minhas pacientes mães é que esse estado de atenção plena ao seu corpo acaba sendo transferido ao bebê assim que ele nasce. Claro, é natural e saudável, afinal o bebê necessita, sim, 100% da atenção da mãe no início de vida. Mas o que acontece é que, a partir desse momento, começa uma separação entre o seu corpo e o do bebê, e a atenção voltada exclusivamente para o filho faz com que ela esqueça que tem um corpo que ainda precisa e requer atenção.

A grande questão é como dar ao bebê toda atenção de que ele precisa sem negligenciar o próprio corpo? (E aqui, não me entendam mal, não estou falando em voltar à forma física de antes! Me refiro ao cuidado saudável e essencial ao próprio corpo) Quando voltar a se perceber novamente? Quando voltar a reabitar o seu corpo?

Para cuidar do bebê, a mãe precisa de um corpo saudável, alimentado, descansado, forte, vivo. A relação de dependência continua, então para poder cuidar, a mãe precisa ser cuidada. Todo o entorno precisa estar favorável para que a mulher possa desempenhar seu papel da melhor forma possível.

Muitas mães me procuram quando seus filhos já têm pelo menos 1 ano de vida. Nessa fase em que a criança já está mais independente e a mãe já pode passar um pouco da responsabilidade ao pai ou outro cuidador, é quando ela começa a voltar a atenção para si novamente. Porém, nesse período a mulher já desenvolveu, muitas vezes, diversas dores crônicas de carregar o filho, amamentar e dormir mal.

O trabalho corporal, desenvolvido o quanto antes, ajuda a mulher a não perder o forte vínculo com o corpo que ela desenvolveu nos meses de gestação, a preservar a sua capacidade de escuta com ela mesma, e principalmente se manter vitalizada, presente e equilibrada.

Segundo Winnicott, pediatra e psicanalista inglês que desenvolveu toda sua teoria baseado no vínculo mamãe e bebê nos primeiros anos de vida da criança, diz que a mãe tem, intrínseca a ela, toda a capacidade de cuidar de seu filho da melhor maneira possível, mas, para isso, ela precisa ser cuidada e precisa que o seu entorno tenha toda as condições favoráveis para que isso aconteça.

Trabalhando com essas jovens mães, percebi que esses momentos de cuidado e atenção devolveram a elas uma energia e uma calma que tinham perdido depois de tanto tempo de extrema dedicação ao bebê. Também notei que reconquistaram uma sensação de equilíbrio, de organização e autoconfiança que estava abalada.

Esse retorno aos seus corpos, ao próprio eixo, é muito importante no momento que a mulher começa a se reorganizar com relação a rotinas, pensar no retorno ao trabalho e reavaliar as mudanças que viveu nos últimos meses.

Anúncios
Categorias: convidados, Luciana Kater | Tags: , , | Deixe um comentário

maternidade e comunidade

de tempos em tempos, recebo emails de um site bacana chamado Riskology, de um cara chamado Tyler Tervooren, que escreve sobre risco, empreendedorismo e a busca da felicidade. em março, ele escreveu sobre a importância da comunidade para mães, especialmente as recentes. achei o tema super apropriado, por isso traduzi aqui pra vocês. 🙂

*************************************************************************************************************

Este Estudo com Mães Recentes Revela a Importância da Comunidade

Publicado por Tyler Tervooren na quinta, 27 de março de 2014

Amigo Riscologista,

Quando eu tinha acabado de sair da faculdade, duas amigas tiveram bebês na mesma época. Como novas mães, elas estavam atarefadas e exaustas quase constantemente, mas eu conseguia vê-las de tempos em tempos.

Uma das mães recentes vivia perto e tinha amigos e família para ajudá-la com os cuidados com o bebê, nas tarefas e outras dificuldades da maternidade. Ela também passou a fazer parte de um grupo de exercícios para mães novas. Algumas vezes por semana, elas se encontravam no parque com seus carrinhos de bebê para fazer exercícios necessários e socializar entre adultos.

Quando eu a via, ela admitia que ser uma mãe nova era incrivelmente difícil, mas que ela também nunca havia estado tão feliz ou empolgada com a vida à sua frente.

A outra mãe recente vivia longe, no meio do mato, com seu marido e a filha nova. Eles tinham poucos vizinhos e pouco tempo livre para sair. Eu não os via com frequência, mas quando a encontrava, a mãe (e o pai, para ser justo) estava menos otimista. Ela tinha um marido amoroso e, pelo que eu podia perceber, era feliz em ser mãe. Mas ela era mais estressada em relação às suas tarefas maternas e não era tão otimista quando a gente conversava sobre o futuro.

Aparentemente, pode ser que tenha uma diferença chave entre essas duas mães que afeta não só sua felicidade e perspectiva de vida, mas o modo como seus filhos vão crescer e experimentar o mundo.

O Conto de Duas Mães e a Importância do Apoio da Comunidade

Durante a maior parte do século XX, estudiosos, cientistas e pesquisadores estudaram os efeitos das relações entre pais e seus filhos. E a conexão é bem simples: Se você passar tempo com seus filhos, orientá-los e apoiar seus interesses, eles provavelmente serão adultos felizes e bem ajustados.

Em 1983 – apenas um ano antes de eu nascer –, 5 pesquisadores da Universidade de Washington se propuseram a levar as coisas um passo adiante: Como o apoio de uma comunidade afeta o modo como um pai ou mãe se relaciona com seus filhos e sua habilidade de criá-los?

Eles estudaram mães recentes com diferentes níveis de estresse e apoio das comunidades à sua volta. E eles chegaram a uma resposta bastante clara: Mães sem um forte apoio da comunidade tinham níveis de estresse mais altos, e mães com níveis de estresse mais altos estavam mais desgastadas e eram mais pessimistas em relação à maternidade.

Eles também descobriram que o contrário era verdade: Mães com um apoio forte de suas comunidades tiveram níveis mais baixos de estresse e eram otimistas em relação à maternidade.

Se isso fosse uma equação matemática, a propriedade transitiva seria perfeitamente demonstrada:

Se A = B e B = C, então A = C.

Em outras palavras, se você quer que seus filhos se tornem adultos saudáveis e bem ajustados, você precisa ter uma abordagem otimista na sua criação. E se você quer a melhor chance de ter uma abordagem otimista em relação à maternidade, você precisa construir uma rede de apoio para te ajudar durante as dificuldades de ser mãe/pai.

O ditado é verdade: Realmente é preciso uma aldeia para criar uma criança.

Ter o apoio de uma comunidade libera várias habilidades e recursos para tornar sua vida mais fácil enquanto você navega pelos obstáculos da maternidade. Por sua vez, isso alivia um pouco o seu estresse e permite que você encare suas tarefas com mais otimismo e uma sensação de conexão com outros que dá ao seu esforço ainda mais propósito.

Pode ter sido esta a diferença entre minhas duas amigas – a que tinha um forte apoio da comunidade e a que não tinha? Parece provável.

Estimo que somente uma pequena porcentagem das pessoas que lerão este artigo são mães recentes (por volta de 1%, segundo minha estimativa). Se isso só se aplicasse a elas, a lição teria uma audiência bastante restrita.

Mas comunidade – e quão vital ela é para o sucesso – vale para muito mais que somente mães novas.

Por Que Você Precisa de Apoio Para Alcançar Seus Objetivos

Enquanto você lê isto, eu imagino que tenha algo mais acontecendo na sua cabeça. Um projeto, um relacionamento, algum tipo de sonho – algo grande sobre o qual você pense regularmente. Pode ser um pouco opressivo, mas você está comprometido e você vai ver isso se realizar.

Talvez você esteja começando um negócio ou escrevendo um livro. Talvez você esteja planejando uma grande aventura, construindo uma carreira ou desenvolvendo um relacionamento. O que quer que seja, pode ser que pareça ser seu bebê.

Recentemente, completei uma maratona em cada continente. Levei quase quatro anos. Apesar de eu poder ter feito isso sozinho, a aventura foi mais divertida e mais significativa porque tive uma comunidade de pessoas (vocês!) com quem compartilhar e que me ajudou com as peças ao longo do caminho.

Eu nunca compararia correr maratonas com as dificuldades da maternidade, mas a lição acima se aplica do mesmo modo:

Se você quer que seu sonho floresça e alcance seu potencial máximo, então você precisa persegui-lo com otimismo e dar a ele o cuidado de que ele precisa para crescer, ao mesmo tempo que deixa o estresse desnecessário sob controle. E para fazer isso, você precisa do apoio de uma comunidade para ajudá-lo a chegar lá.

Se A = B e B = C, então A = C.

Categorias: blogs, leituras | Tags: , , , | 3 Comentários

with a little help from my friends

você começa pequeno como todo mundo. vive cercado de amigos e pessoas que cuidam de você. a vida é uma grande festa e quase não há momentos sozinho (pra quê?). sua mãe cuida da sua comida, seu pai paga suas contas (que você nem sabe que existem), seus amigos te ajudam carregar o peso da existência que você nem se dá conta que tem.

aí você cresce, fica independente, aprende a fazer um monte de coisas sozinho. e descobre que ‘sozinho’ até que é legal. de vez em quando, em doses moderadas. cava um cantinho só seu na casa dos seus pais, aprende que fones de ouvido são capazes de bloquear o mundo lá fora e corre pros seus amigos quando a existência começa a ficar pesada demais pra carregar sozinho.

você cresce mais um pouco e se torna adulto (mas o que é um adulto?). independência é sua palavra de ordem. seu maior orgulho é cuidar da própria vida, pagar as próprias contas, ir ao cinema sozinho quando tem vontade. você ainda tem amigos, mas sua vida é tão deslumbrante, sua profissão é tão importante, sua personalidade tão única que ser uma ilha não parece nada mal. peso? carrego minha existência como um prêmio.

você se casa e descobre a alegria de ser dois em um. já aprendeu a fazer tudo sozinho, agora aprende a fazer tudo a dois. dois pra lá, dois pra cá. dois na mesma casa, dois na mesma cama, dois na mesma vida. ao contrário do que ditaria a lógica, quando o bailado se torna cansativo, você não corre de volta pra sua independência; você traz mais gente pra roda. nasce o primeiro filho. e a alegria de se dedicar inteiramente a uma pessoa que te ama incondicionalmente é tamanha que você aumenta o grupo. nasce o segundo filho. e o terceiro.

cada dia uma descoberta, uma viagem, um ponto a mais na escala de amor. a brincadeira é tão envolvente que você nem se lembra mais o que é ser um. e nem quer lembrar. aliás, você nunca mais vai ser um. e tudo bem. tem tanta coisa pra desvendar nesse universo materno; tem tipos de fraldas, marcas de roupas, nome de pediatra, linhas de escola, aulas extras, festas infantis, brinquedos, reuniões pedagógicas, mensalidade, tênis que não serve mais, viagem com a escola, livros, cursos, presentes… eu também gostava de ler. e de desenhar. era legal ter tempo pra fazer aula de alemão só por vontade de descobrir um novo idioma. e viajar, sozinho, de mochila nas costas. e praticar esportes, bater papo, dar gargalhadas, falar palavrão, beber até ficar tonta, dançar, paquerar.

dizem que coração de mãe tem espaço pra tudo. só não cabe tempo. então, em meio ao turbilhão dos primeiros anos da infância dos seus filhos, você cava breves momentos de independência e relembra como é gostoso ser você. dança no chuveiro, canta no carro depois de deixar as crianças na escola, bate papo pelo whatsapp durante o expediente, assiste filme de terror no computador quando todos foram dormir e acorda antes das 5h para caminhar no parque só pro corpo não esquecer que, lá dentro, você não deveria envelhecer nunca.

este post é dedicado às minhas queridas amigas que, mães como eu, todo dia me ajudam a carregar aquele fardo da existência, que, cada dia mais pesado, fica também cada dia mais doce. amo vocês! 🙂

3 de 5

3 de 5 loucas que caminham juntas no parque todos os dias antes do sol nascer

Categorias: desabafo | Tags: , , , , , , | 4 Comentários

Ideias de lembrancinhas

Olá, galera! Tudo bem?

Esses dias estava limpando alguns arquivos  no meu computador, e achei algumas imagens sobre lembrancinhas que quase foram parar no lixo.

 

Então, achei que seria legal dividir com vocês algumas das minhas ideias e onde comprar.

 

São todas simples e de fácil execução, mas que fazem diferença em um festa.

Vamos lá:

Imagem
Imagem

Brigadeiro de bisnaga: o custo de cada bisnaga sai por R$ 0,80 e você vai encontrar muitos sites que fazem a arte, é só dar uma busca no Google.

A bisnaga, o tubete e os potinhos você encontra na loja A Gaivota, na 25 de março.  www.agaivota.com.br

Imagem
Esse cheirinho para ambiente é muito legal! Cada um deve sair por R$ 2,50, não me lembro muito bem mas é por aí. Você encontra no Paraíso das Essências – www.paraisodasessencias.com.br. Lá eles ensinam e vendem a mistura do cheirinho que você escolher. É uma infinidade de cheiros, vale muito à pena. Vou sempre nesse endereço: Av. Vereador Jose Diniz 1.205, Alto da Boa Vista, SP CEP:04603-000
Tel. (11) 5522 – 7388
Mas no site tem várias lojas.
Imagem

Jogo americano da 25 de março, opção barata que as meninas adoram! Tenho quase certeza que custa R$ 4,50 rs.

 

Gente, vale muito à pena entrar no site www.mcamicado.com, tem muita porcaria bacana! rs.

 

Estou fazendo a lembrancinha de nascimento do Antônio junto com a minha irmã, provavelmente serão uns biscoitinhos maravilhosos, que uma querida amiga me passou, e brigadeiro de potinhos. Hummmmm!

 

Semana que vem, se tudo der certo, mando fotinhos e a receita – é claro, se a Gabi deixar! rs

Beijos e até a próxima.

Categorias: DIY, ideias, lembrancinhas | Tags: , , | 3 Comentários

as férias e a redescoberta da maternidade

bom dia, mães e pais exaustos e ansiosos pelo reinício das aulas das crianças!

sabe que no fim de junho, com um bebê de apenas dois meses em casa, eu estava com tanto medo dessas férias escolares que tive uma série de dores de cabeça? como estou de licença-maternidade, combinei com meu marido que as crianças não iriam fazer o curso de férias na escola pra economizarmos um pouco de grana e aproveitar que eu estaria em casa descompromissada – com trabalho, pelo menos! então a perspectiva de passar um mês inteiro tentando entreter 3 crianças sozinha me apavorou deveras!!

nos primeiros dias, eu estava num mau humor terrível, com dores de cabeça e pelo corpo… daí percebi que isso era porque eu estava me cobrando fazer dessas férias um momento super divertido e cheio de atividades pros meus dois mais velhos, que sentiriam falta das mil atividades da escola e dos colegas. só tinha esquecido de colocar na equação um micro-bebê que mama de 3 em 3 horas e não faz nada sozinho a não ser dormir!

quando relaxei e me permiti ser a melhor mãe pros mais velhos que eu poderia ser, tendo um bebê no colo o tempo todo, tudo ficou mais tranquilo e fácil. e divertido também! não fomos viajar, saímos pouco de casa, não fizemos nenhum passeio recomendado, assistimos bastante televisão – e muuuuuuito Carros! – e assim o mês transcorreu tranquilamente! tenho total consciência de que assistir TV o dia inteiro não configura uma atividade lá muito saudável para crianças, mas em minha defesa o tempo estava muito frio, as crianças tiveram tosse por umas duas semanas, e ficar em casa com eles era o único momento em que eu poderia ser mãe pro bebê e mãe pros mais velhos em tempo integral!

cara, eu tenho muita sorte de ter dois filhos muito tranquilos! eles se divertiram com as coisas mais simples em que eu consegui pensar; acordar, tomar banho e café e assistir Carros comigo foi, muitas vezes, um dos pontos altos do dia deles! brincamos de desenhar no painel que fiz com papel kraft na parede, treinamos um pouco de caligrafia, aprendemos receitas novas na cozinha e… assistimos Carros! fiquei feliz em poder estar com eles durante as férias, e mais feliz ainda em redescobrir que, para nossos filhos, estar com os pais é muito mais gostoso do que qualquer parque aquático, praia ou zoológico!

(é claro que o melhor dos mundos para eles é estar no parque aquático COM os pais! rs! por isso, prometi a mim mesma que, já que não conseguiria fazer férias divertidas nesse momento, vou planejar férias cheias de atividades externas com eles em dezembro/janeiro!)

enfim, as temidas férias de julho terminaram. quinta-feira as crianças voltam para a escola, semana que vem eu volto a trabalhar e a vida retoma um ritmo de cruzeiro normal. para mim, ficarão marcadas como o momento em que me lembrei do que é essencial para nossos filhos: atenção ininterrupta, Carros e bolo de Nutella na caneca!

deixo essas reflexões com a receita que peguei aqui, para vocês terem um gostinho das nossas férias!

beijos e boa volta à vida normal! rs

bolo de Nutella na caneca

bolo de Nutella na caneca

Bolo de Nutella na caneca

4 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
4 colheres de sopa de açúcar branco (eu uso 3 de açúcar branco e 1 de mascavo!)
1 ovo
3 colheres de sopa de cacau em pó
3 colheres de sopa de Nutella
3 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de azeite ou óleo vegetal

 

Combine todos os ingredientes numa caneca de 300 ml ou mais. Mexa bem com um garfo até que forme uma massa homogênea. Cozinhe no microondas na potência alta por 1,5 a 3 minutos (depende do aparelho de microondas. no meu são 3 minutos). Complete com chantilly e calda de chocolate, se quiser.

crianças felizes de férias!

crianças felizes de férias!

Categorias: desabafo | Tags: , , | 1 Comentário

e no terceiro, quando você achava que já sabia tudo…

bom dia, leitores!

to empolgadíssima pra compartilhar com vocês o livro que estou lendo! na verdade, to na metade dele ainda, mas é tão bom que não consegui esperar!!

A Maternidade e o encontro com a própria sombra, da psicoterapeuta argentina Laura Gutman (Ed. Best Seller, 2010) é, como dá pra perceber pelo título (rs!), um livro sobre maternidade. mas ela já começa com o pé na porta: o período de resguardo não deveria durar somente 40 dias e ser relativo ao tempo de recuperação física – esse deveria ser um período de resguardo emocional de mãe e bebê, já que o parto é um rompimento tanto físico quanto emocional. ela também diz que por pelo menos 9 meses a sintonia entre mãe e bebê é tamanha que existe o que ela chama de “bebê-mãe” e “mãe-bebê”, sendo duas pessoas separadas fisicamente mas ainda ligadas emocionalmente. é por isso que a gente acorda toda noite uma fração de segundo antes de o bebê chorar pra mamar!!

com o Caetano foi o único período em que consegui tirar “licença maternidade” de verdade, 4 meses seguidos (ainda estou nele, melhor não falar muito…), mas curiosamente esse foi o único período de resguardo que me senti emocionalmente mais fragilizada. toda hora penso em fazer coisas, retomar a academia, voltar a estudar, começar cursos de desenho… e aí vem a sensação de esgotamento e eu lembro que acabei de parir, que eu deveria acalmar, aproveitar esse período pra descansar fisicamente e emocionalmente também. né?

no capítulo 2 ela detona as instituições ocidentais que “comandam” o parto e tiram da mulher sua autonomia: sabia que um dos motivos por que temos tantas cesáreas é a tal indução, que, quando feita antes da hora certa, pode causar o tal “sofrimento fetal” e dar ao médico “motivo” para interromper o parto vaginal e ir pra mesa de cirurgia? pois eu não sabia! sou super a favor do parto normal, tive os 3 assim, mas por essa eu não esperava! Ju, Sha e demais amigas que estão cozinhando seus próximos filhotes: fiquem atentas!

enfim, o livro da Laura Gutman está me cativando muito! quero terminar logo para compartilhar com vocês outras pérolas dessa mulher incrível!

beijos – fui ler!

A Maternidade e o encontro com a própria sombra

A Maternidade e o encontro com a própria sombra

  A Maternidade e o encontro com a própria sombra

  Laura Gutman

  Ed. Best Seller

  2010

  322 páginas

  r$ 39,90 (na Cultura)

Categorias: livros, livros sobre maternidade | Tags: , | 4 Comentários

Sobre Ferberização, sono e rotinas infantis – parte 2

Olá!

Nossa, faz o quê? Um mês que não escrevo? rs

Desculpem o sumiço, mas essas últimas semanas foram tão corridas! O bebê ainda não nasceu, mas houve mudança de apartamento, chás-de-bebê, festa de aniversário da mais velha… ufa!

Este post é a sequência daquele post sobre sono e rotina infantis, desta vez sobre o livro Os Segredos de uma Encantadora de Bebês e o “outro” Nana, nenê, que eu só vim a conhecer recentemente por causa da Sha.

Conheci o Encantadora de bebês quando a Elis era pequenininha e, como a maioria dos bebês, não dormia direito, não mamava direito, chorava (não muito, mas na percepção de uma então mãe de primeira viagem era demais!) e deixava mãe e pai malucos. Não me lembro quem me recomendou, mas foi uma verdadeira bênção! rs

Tracy Hogg, a autora do livro, era uma inglesa que trabalhou com vários pais de primeira e seus bebês “indomáveis”, e devia ser uma pessoa muito simpática, porque lendo o livro a gente sente como se ela estivesse falando diretamente com a gente, nos acalmando e dizendo “relaxa, você não está sozinha e seu bebê tem solução”! hahaha

O livro Encantadora de bebês é muito gostoso de ler, bem estruturado e muito bem embasado em pesquisas científicas e na própria experiência da autora. Lendo, temos a sensação de que ela sabe do que está falando. Quando estamos à beira de um ataque de nervos, imaginando que ser mãe é um teste de sanidade impossível de passar, esse livro é como um refresco – ou uma bela xícara de chá de camomila calmante! rs

Resumidamente, Tracy Hogg defende a rotina diária como forma de ensinar o bebê a dormir bem, comer bem e ter uma boa aprendizagem nos momentos despertos. Ela tem umas técnicas com nomes engraçadinhos, que facilitam guardar as instruções na memória. Dentro da nossa abordagem sobre ferberização, contudo, ela está no meio – não é radicalmente à favor de deixar a criança chorando até pegar no sono sozinha, mas também acredita que chorar um pouco faz parte do dia-a-dia de todo bebê, e que as mães (e pais, avós etc.) não devem se descabelar por isso.

Lembro bem que uma das coisas que ela escreveu e que mais me marcaram foi algo assim “quando seu bebê começar a chorar, não se desespere achando que você tem que ‘silenciá-lo’ a qualquer custo rapidamente. Vá até ele imediatamente mas pegue-o tranquilamente, observe-o e tente perceber que tipo de choro é aquele, por que ele está chorando e te chamando, tente eliminar possibilidades antes de tentar qualquer coisa”. Para mim foi um alívio ouvir alguém dizer que “tudo bem seu bebê chorar, você não tem que saber todas as respostas de imediato”! Depois disso foi que comecei a observar a Elis e seus tipos de choro e, calmamente, claramente, pensar em todas as possibilidades e eliminar alternativas uma a uma, sem desespero e sem culpa!

É um livro que eu recomendo a todas as mães/pais de primeira viagem, não só pelo método, mas pela linguagem calma e gostosa, como uma mãe super experiente te guiando para uma posição tranquila de maternagem.

Nessa mesma linha “do meio” em termos de ferberização está o “outro” Nana, nenê, do Gary Ezzo e Robert Bucknam. Esse não é o “famigerado” Nana, nenê, do Eduard Estivill, sobre o qual falei no primeiro post, apesar do título igual. Neste livro, o autor defende mais ou menos a mesma teoria da Tracy Hogg (por isso coloquei os dois no mesmo post) sobre rotina de sono, de alimentação, de atividade, e que um pouco de choro na hora de dormir não faz mal a ninguém (só às mães mais sensíveis! rs)

É um livro curto, de leitura fácil, mas, ao contrário do Encantadora, não é muito agradável nem aconchegante. Gary Ezzo é um pastor evangélico americano que, junto com o pediatra Bucknam, estruturou um método de criação de bebês baseado na vontade dos pais – ou seja, a ideia dele é que tudo (sono, alimentação, atividades) seja controlado pelos pais, ao contrário de seguir a vontade do bebê. É um método super polêmico, porque trata o bebê como um “mini-adulto” que precisa ser “treinado” o tempo todo, e cujas vontades devem ser ignoradas. Tem partes neste livro de arrepiar! Uma delas, bem no começo, é a afirmação do autor que a base para um bebê feliz é uma família bem estruturada: uma mãe e um pai em harmonia. A parte da harmonia é legal e acho que tem ressonância na maioria de nós mães/pais; mas o que não fica claro é: tem que ser uma mãe e um pai? E se for uma mãe solteira? Ou dois pais? Ou duas mães? Ou avós? Isso diminuiria drasticamente as chances de o bebê ser feliz, por princípio?… Ele não diz que não, mas também não diz que sim…

Ao longo de todo o breve livro, Gary contrapõe sua teoria à conhecida teoria do apego, afirmando (sem base científica alguma, vale dizer) que bebês que passam boa parte do tempo no colo (em cangurus, slings ou nos braços) são dependentes, mimados e se tornarão adultos estragados. O que me pega não é nem ele falar mal da teoria do apego ou de maternagem centrada na criança, mas ele não apresentar nenhum argumento válido, comprovado, de que o que ele diz é correto. É tudo assim: “Mariazinha foi criada no colo e é uma menina mimada, ao passo que Joaninha foi criada no berço, chorando, e é uma guerreira”… mas quem disse? De onde ele tirou esses dados? Quem mais corrobora sua afirmação? Ficamos sem saber.

Para minha amiga Sha não ficar brava comigo, preciso colocar aqui alguns pontos positivos deste livro! E tem sim, como tudo na vida tem. 😉

Um dos pontos positivos que Gary coloca, na minha opinião (e que a Tracy também concorda), é um não-radicalismo em relação a aleitamento materno. Ele diz expressamente que leite materno é melhor porque tem anticorpos, é mais leve, de mais fácil digestão etc., mas em nenhum momento defende que leite artificial é um sacrilégio, que mãe que não amamenta não é mãe, que bebês alimentados na mamadeira serão deficientes, problemáticos ou outras maluquices que vemos muitas mães xiitas pregando por aí. Acho isso muito importante, porque uma coisa é defender o que é melhor – e não há dúvidas de que leite materno é melhor para qualquer mamífero –, e outra coisa bem diferente é desprezar a alternativa e desmerecer mães que não quiseram/não puderam amamentar. Felizmente, ser mãe é muito mais do que oferecer leite materno para o filho a qualquer custo!

Enfim, acho que eu estava com saudades de escrever aqui no blog, porque este post está imenso já! Vou ficar por aqui, recomendando a leitura dos dois livros a quem quiser saber mais sobre essas abordagens puericulturais. Mesmo não tendo gostado do livro do Gary Ezzo, acho muito válido que ele seja lido para que mães e pais tenham mais informação na hora de adotar uma postura e poder defendê-la seriamente. Mas o livro da Tracy… ah, que gostoso! rs

Beijos e boa leitura!

(e desculpa detonar seu livro, Sha! rs)

Nana, nenê

 Nana, nenê – como cuidar de seu bebê para que ele durma a noite toda de forma natural

  Gary Ezzo e Robert Bucknam

  Ed. Mundo Cristão

  2013

 128 páginas

 r$ 34,90 (na Cultura)

Os Segredos de uma Encantadora de Bebês

  Os Segredos de uma Encantadora de Bebês

  Tracy Hogg e Melinda Blau

  Ed. Manole

  2002

  318 páginas

  r$ 63 (na Cultura)

Categorias: livros, livros sobre maternidade, livros sobre puericultura | Tags: , , , , , , , , | 7 Comentários

Sobre Ferberização, sono e rotinas infantis – parte 1

bom dia, pessoal!

hoje começo a escrever uma série de posts sobre a polêmica da ferberização, o ‘método Estivill’, o sono e a rotina do bebê, usando 4 livros emblemáticos com opiniões bastante diferentes: “Nana, Nenê” do Dr. Estivill, “Nana, nenê” do Gary Ezzo, “Segredos da Encantadora de Bebês” da Tracy Hogg, e “Soluções para noites sem choro” da Elizabeth Pantley. por ser um tema muito polêmico e extenso, vou dividir essa discussão em 3 partes: este primeiro sobre ferberização, o segundo sobre rotina e o último sobre a teoria do apego.

não quero discutir aqui se é ‘certo’ ou ‘errado’ deixar bebês chorando sozinhos em seus quartos, primeiro porque esta é uma discussão já vista e revista tantas vezes que a conclusão mais adequada é “cada pai/mãe deve agir de acordo com o que lhes parece mais acertado e mais conveniente para suas rotinas familiares”; segundo porque acho que existem discussões adjacentes muito mais importantes e que devem ser levadas em conta antes de os pais optarem pela ferberização ou não.

o post de hoje é sobre o mais controverso dos livros: “Nana, nenê” do Eduard Estivill e da Sylvia de Bejar, que prega uma técnica conhecida como “método Estivill”. Eduard Estivill é um neuropediatra especializado em doenças do sono, que tem uma clínica em Barcelona e alguns livros publicados sobre o tema. ele se tornou famoso ao publicar esse livro, que resumidamente ensina os pais a ‘treinarem’ seus filhos para dormirem a noite toda. a polêmica principal consiste na ideia propagada por ele de que, se a criança chorar por não querer dormir sozinha, os pais devem ‘ensiná-la’ que seu choro não vai adiantar e devem deixá-la chorando em seu berço até pegar no sono sozinha.

alguns argumentos do Dr. Estivill ressoaram em mim por serem compatíveis com crenças que eu já tenho; um deles é que a ligação de amor e carinho entre bebês e seus pais não se baseia exclusivamente numa situação específica (por exemplo, deixar o bebê chorar na hora de dormir). ou seja, se você estiver querendo adotar o método dele mas está com medo de seu bebê ‘te odiar para sempre’, relaxe. sua relação estará segura contanto que você dê carinho, atenção e amor ao seu filho nas demais situações (hora de mamar, troca de fraldas etc.).

acredito que um dos maiores medos de mães de primeira viagem é que uma única situação em que elas perderam a paciência ou foram um pouco ausentes seja suficiente para marcar seu filho para sempre. conheci várias mães que se culparam por não ter conseguido parir naturalmente, por não ter conseguido amamentar exclusivamente até os seis meses ou até por terem dado um tapinha na mão do bebê num momento de impaciência. o que faz um pai ou mãe ser bom não é fazer tudo certo o tempo todo, mas acertar na maioria das vezes. portanto, se você quer muito que seu filho durma a noite toda e gostaria de tentar o método do “Nana, nenê” mas está com medo de estar sendo cruel com seu filho deixando-o chorar sozinho, fique calma. dê o máximo de atenção e carinho a ele em outros momentos e veja se consegue ter sucesso no ‘treinamento’ da hora de dormir.

outro ponto em que concordo com o Dr. Estivill é quanto a quantidade infinita de ideias estapafúrdias que pais e mães já inventaram pra fazer seus filhos dormirem e das quais se tornaram reféns mais tarde. conheci um pai que enfiava os três filhos pequenos dentro do carro toda noite para fazê-los dormir dando voltas no quarteirão… “meus filhos só dormiam assim”, ele me disse um dia. caramba, que ‘programação genética’ estranha! rs eu mesma não soube ensinar a Elis, minha primogênita, a dormir sozinha e acabei me tornando refém de sempre acudi-la quando acordava, dando colo, distraindo, dando leite…

porém, apesar de concordar com o autor em alguns pontos, discordo da metodologia defendida por ele, das premissas que ele usa para sustentá-las e principalmente do modo pelo qual ele se refere às crianças em alguns pontos do livro. ele chega a chamar os bebês (sim, seu filho!) de “pestinhas” por tentarem chamar os pais à noite chorando e, às vezes, se esgoelando. muito pouco profissional da parte dele, pro meu gosto.

a premissa principal do doutor é a de que crianças precisam ser ‘treinadas’. acho isso um tanto quanto militar demais. crianças, na minha opinião, não precisam ser ‘treinadas’ e nem precisam aprender a suportar agruras como ficar sozinhas e tentar se virar por conta própria. a vida se encarrega de cuidar disso. eu acredito que bebês e crianças precisam de segurança, de apoio e principalmente de carinho, especialmente nos momentos mais difíceis de suas vidas, como quando estão aprendendo alguma coisa nova (e provavelmente complexa). imagine que, quando você resolveu tirar as rodinhas da sua bicicleta, seu pai tivesse te dito “se vira, filho”, ao invés de “vem cá que eu te ajudo”… e, no entanto, você aprendeu. não?

é claro que acredito que as crianças devem aprender a fazer as coisas sozinhas, como tentar ficar em pé ou se levantar depois de cair, mas os pais não precisam estar por perto para ampará-los e dar confiança? não é assim que ensinamos a usar a privada ou a tomar banho sozinhos? primeiro fazemos por eles, depois deixamos que façam sozinhos mas sob nossa supervisão e, só depois de o aprendizado estar completamente internalizado, realmente podemos sair de perto sem que a criança sinta falta. pois então, eu pessoalmente acredito que devia ser assim ao ensinar seu filho a dormir sozinho. não deveríamos simplesmente largá-lo no berço e dizer “agora, meu filho, você tem que aprender a dormir sozinho porque um médico muito conceituado disse que isso te fará bem. beijo e tchau.”

outro problema com a proposta do Dr. Estivill é uma excessiva racionalização do método: ele chega a apresentar uma tabela de minutos para os pais seguirem quanto ao intervalo em que se deve deixar a criança chorar sozinha até acudi-la. no primeiro dia deve-se deixar a criança chorar por 3 minutos até os pais serem permitidos a entrar no quarto e, sem encostar no bebê, explicar a ele que está tudo bem e, de novo, “beijo e tchau”. o próximo intervalo é de 7 minutos até a próxima intervenção, depois de 11, 13, e assim por diante. espera: desde quando ensinar qualquer coisa a uma criança é uma ciência tão exata assim? já pensou, você na maternidade e a enfermeira te ensina que, ao dar banho no seu filho, a água tem que estar a exatamente 36,5 graus, você deve colocar uma gota e 3/4 de shampoo na cabeça dele, dar 3 voltas para a esquerda e enxaguá-lo duas vezes antes de tirá-lo da banheira. isso em, no máximo, 5 minutos e 36 segundos. hahahahahaha!

bom, é um livro bem curto, que dá pra ser lido em duas horas. acho que vale à pena lê-lo, seja você um adepto do método, seja uma mãe de primeira viagem, seja avó. sempre considero importante embasarmos nossas opiniões conhecendo um tema mais a fundo, mesmo que não concordemos com a proposta geral.

para ser sincera, demorei quase 4 anos para realmente conhecer o famigerado “Nana, Nenê”, de que tanto já ouvira falar em grupos de mães pela internet. hoje percebo que, apesar de não concordar com a rigidez do argumento do neuropediatra, concordo com algumas das suas premissas e acho válido levar algumas coisas em consideração, mesmo que você não queira seguir o método completo. por exemplo, criar rotinas absurdas de sono, como dar um passeio de carrinho no meio da madrugada para fazer o bebê dormir de novo, é simplesmente tapar o sol com a peneira. os pais acabam por se tornar, sim, reféns desses métodos que eles mesmos criaram, e podem terminar por culpar suas próprias noites mal dormidas na criança, que simplesmente aprendeu assim.

e você, quais foram suas experiências de sono com seus bebês? já leu este livro? conte pra gente!

beijos!

Nana, Nenê

Nana, Nenê

  Nana, Nenê

  Eduard Estivill e Sylvia de Bejar

  WMF Martins Fontes

  2009

  160 páginas

  r$ 39,90 (na Cultura)

Categorias: livros, livros sobre puericultura | Tags: , , , , , , , | 7 Comentários

Sobre livros para gestantes e a massificação cor-de-rosa

Que sou uma traça devoradora de livros acho que todos já perceberam. Então, quando engravidei pela primeira vez, fui atrás de tudo que conseguia sobre gestação: livros sobre a gravidez e o desenvolvimento do feto, livros sobre como ser uma gestante saudável, livros sobre o que vestir, livros sobre o que comer, livros sobre o que ler…

Acho que o primeiro livro que peguei (ainda dentro da Livraria Cultura) foi o famoso O que esperar quando você está esperando (Eisenberg, Hathaway & Murkoff, Editora Record). Eu tinha grandes expectativas a respeito desse livro, mas a primeira coisa que li nele foi algo do tipo “capítulo um: doenças e problemas que podem ocorrer durante a gestação”!!! Larguei o livro no mesmo instante e economizei quase uma centena de reais. Uns dois anos depois, durante minha segunda gestação, descobri que o livro até que é interessante. Parece que tem um “mês-a-mês” do desenvolvimento do bebê e várias dicas e fatos curiosos. Não cheguei a lê-lo, mas uma prima, que estava grávida na mesma época, leu e aprovou!

Várias pessoas, principalmente amigas que já eram mães, foram me dando/emprestando seus livros preferidos ao longo da minha primeira gestação. A maioria que li detestei, porque tratam a gestante como um ser etéreo e cor-de-rosa, mimoso e meigo, que passa os dias olhando o quarto do bebê e sonhando com uma criança rechonchuda, cheia de babados e frufrus. (Dê uma busca no site da Cultura por ‘gestante’ ou ‘grávida’ e veja os títulos. Dá vontade de chorar!)

Espera: eu não me sentia assim! Minha gestação (e as subsequentes) foram muito tranquilas, quase sem sintomas incômodos, mas em nenhum momento eu deixei de ser eu mesma – uma pessoa basicamente não-mimosa. Por que eu haveria de passar a ser a “gestante de comercial da Johnson’s” de uma hora para outra, só porque havia um ser se desenvolvendo na minha barriga?

Um dos livros emprestados que entraram para lista negra é o Grávida e bela (veja o nome! veja a capa! – Carla Goes Sallet, Ediouro). É basicamente um manual de como ser uma mulher meiga e lilás, que passa 9 meses se besuntando de óleo contra estrias e usando batas e calças com elástico, sonhando com as bochechas róseas do seu futuro rebento. Bucólico, para dizer o mínimo.

O A vida do bebê (Rinaldo de Lamare, Editora Agir) é uma bíblia sobre puericultura e gestação. Me foi emprestado pelo meu querido pai, médico, e estava bem cotado… até eu ler a introdução, em que o famoso médico falava sobre algo como ‘sobre a não necessidade de amamentar o bebê’ ou ‘os benefícios do parto cesárea’. Eu, pouco radical, não consegui continuar porque já tinha percebido que o Sr. Lamare e eu divergíamos em relação a ideais básicos da maternidade. Talvez numa próxima gestação, talvez numa outra vida.

Tenho vários outros exemplos do que não ler quando não se é uma gestante de comercial de fraldas, mas não vou encher este post com propagandas de ideias em que não acredito. (Se quiserem nomes, peçam nos comentários que eu os darei com prazer.) Agora, se você foi, é ou será uma gestante cor-de-rosa, sinta-se feliz em saber que existe uma vasta biblioteca feita especialmente para o seu momento!

Dos livros que mais gostei, Receitas para grávidas (Flavio Garcia de Oliveira, Matrix Editora) é com certeza um deles. Eu sempre comi meio displicentemente, nunca gostei de ou soube cozinhar, então a gravidez foi um peso no quesito gastronomia e nutrição! Mas este livro é super gostoso de ler e tem vários tipos de receitas, inclusive para as gestantes vegetarianas.

Acabei descobrindo que as leituras mais interessantes sobre gestação estavam no mundo vivo da internet, em blogs e sites específicos. Um dos sites menos cor-de-rosa de que eu gosto bastante é o Babycenterbrasil.com.br, curiosamente da Johnson’s. Lá você pode calcular sua DPP (data prevista do parto), recebe informações semanais sobre o desenvolvimento intrauterino, pega dicas de nomes (ou evita os 100 mais famosos, no meu caso) e pode até discutir com outras gestantes em fóruns específicos.

A blogosfera pulula de informações de primeira mão vindas de mães de primeira viagem. Não dá nem para criticar; tem leituras para todos os gostos e cores.

Se você está grávida – ou está pensando em entrar para este mundo-cão –, mergulhe na sessão de puericultura das grandes livrarias e informe-se – ou pelo menos ria muito!

[Disclaimer: a autora deste post não tem a intenção de ofender ninguém, cor-de-rosa ou não. Este post tem a simples intenção de ser um desabafo sobre uma situação de não-conformidade com o ‘padrão’. Se você porventura se sentir ofendida, aceite minhas humildes desculpas, sabendo que os hormônios da gravidez às vezes podem ser cruéis não-intencionalmente…]

 O que esperar quando você está esperando

 editora Record

 2010

 784 páginas

 r$74,90 (Livraria Cultura)

 Grávida e bela

 editora Senac

 2009

 288 páginas

 r$80,31 (Livraria Cultura)

 A vida do bebê

 editora Agir

 2008

 800 páginas

 r$119,90 (Livraria Cultura)

 Receitas para grávidas

 Matrix Editora

 2008

 184 páginas

 r$42 (Livraria Cultura)

Categorias: livros, livros sobre maternidade, livros sobre puericultura | Tags: , , , , | 1 Comentário

bem vinda!

este blog surgiu de uma ideia pequena que, entre almoços e cervejas, foi seguindo por outros caminhos até tomar a forma atual. muito provavelmente ele ainda vai mudar bastante ao longo do tempo e à medida que receber feedback dos leitores. como o tema principal aqui é a maternidade e suas variáveis, fica inevitável compará-lo a um filho, que começa como uma ideia que germina dentro da mãe por um tempo, cresce, toma forma, ganha corpo até nascer. depois de vir ao mundo, ele continua mudando, crescendo e tomando forma, mas agora não mais uma consequência direta das escolhas da mãe, e sim um reflexo daquilo com que interage no mundo.

o blog veio atender às necessidades expansivas das Mães Loucas que o criaram, mas agora que está no mundo ele vai seguir seu rumo independente da nossa vontade. um misto de ansiedade e insegurança permeia nossas escolhas aqui dentro, mas também somos impelidas por uma vontade grande de ver esse filho crescer, pela curiosidade de imaginar no que se tornará e pelo orgulho de saber que ele surgiu assim, como uma simples ideia de quatro mães loucas.

divirta-se e seja bem-vinda!

Categorias: geral, ideias | Tags: , , | Deixe um comentário

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Mães Loucas

porque "mãe louca" é redundância.

Mãe-solteira recém-casada

porque "mãe louca" é redundância.

porque "mãe louca" é redundância.

Mamatraca

porque "mãe louca" é redundância.

bora.ai blog

bora aí blog - dicas

Minha Mãe que Disse!

porque "mãe louca" é redundância.

Pequena que pariu

porque "mãe louca" é redundância.

O Blog da Sofia

Tudo sobre bebês e ser mãe, da gravidez ao nascimento do filho.