Posts Marcados Com: literatura infantil

(mais) 3 livros para arrancar lágrimas dos olhos – especial ilustradores que amamos!

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três meses atrás, eu escrevi aqui sobre como literatura infantil pode ser emocionante e tocar a gente de surpresa. vira e mexe, fuçando as estantes do setor infantil das livrarias e bibliotecas, eu encontro um livro daqueles arrebatadores, que me fazem chorar na frente das crianças e ter que responder perguntas embaraçosas como ‘por que você está chorando?’ e ‘machucou onde, mamãe?”…

tenho pesquisado vários ilustradores bacanas, e na lista de publicações de quase todos tem um desses livros lindos, com histórias emocionantes e desenhos incríveis. por isso, a lista de hoje é um especial ilustradores que amamos – alguns dos autores/ilustradores mais fantásticos que encontramos por aí.

então, prepare sua caixa de lenços de papel e boa leitura! 😀

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O coração e a garrafa
(Oliver Jeffers, Salamandra)

se você faz parte do clubinho Astronautas de Histórias, com certeza já ouviu falar dele (ele é o autor e ilustrador do livro O incrível menino devorador de livros)! Oliver Jeffers é um artista completo, pinta telas realistas a óleo, ilustra livros de outros autores e escreve histórias engraçadas e comoventes usando suas próprias ilustrações. irlandês engraçado e criativo, Oliver Jeffers é um ótimo contador de histórias – seja através de desenhos ou de palavras. o livro O coração e a garrafa conta a história de uma menina que, ao se deparar com a dor da perda, decide que vai guardar seu coração num lugar seguro para nunca mais sofrer. o problema é que, com o tempo, ela passa a não sentir muitas outras coisas que fazem a vida valer a pena. se você também se vê nesse dilema pelo menos uma vez no ano, vai se identificar – e provavelmente chorar. 🙂

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Pedro e Lua
(Odilon Moraes, Cosac Naify)

já deu pra perceber que eu curto bastante o trabalho do Odilon Moraes, não deu? (rs) ele começou sua carreira ilustrando o trabalho de outros autores e, depois de um tempo, encarou a profissão de escritor e se saiu incrivelmente bem. difícil dizer se ele é melhor escritor ou ilustrador… seu primeiro livro foi Princesinha medrosa, também já explorado pelos Astronautas de Histórias! neste livro aqui, ele conta a história do menino Pedro e de sua amiga inesperada, a tartaruga Lua. juntos eles olham a lua e as estrelas, e toda vez que Pedro viaja Lua se esconde dentro do casco de tristeza. uma história sobre saudade e perda, pra lembrar de aproveitar cada segundo do agora, porque amanhã já pode ser uma nova história.

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A árvore vermelha
(Shaun Tan, SM)

o australiano Shaun Tan foi, pra mim, um achado. não me lembro bem como, mas um dia, pesquisando livros infantojuvenis com minha amiga Bia na Livraria Cultura (muito antes de eu querer mergulhar nesse mundo), o livro Contos de lugares distantes caiu no meu colo e comecei a folheá-lo. na hora, me senti transportada a um mundo fantástico, cheio de figuras estranhas e paisagens insólitas. pesquisando sobre ele, descobri que Shaun Tan entrou para o mundo da ilustração no ramo da ficção científica, o que explica seus universos complexos e exóticos. no livro A árvore vermelha, ele explica aquela sensação que todos temos de tempos em tempos de que o dia que está nascendo vai ser igual a todos os outros, sem nada para esperarmos, e como a vida parece aos olhos de quem está vivendo esse momento. uns chamaram este livro de ‘deprimente’, mas outros (como eu) acham que, muito pelo contrário, é um livro que simboliza a esperança e as respostas que estão bem na nossa frente mas não conseguimos enxergar. ❤

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(mais) 3 escritoras brasileiras de livros infantis (que não podem ficar de fora de nenhuma lista!)

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estava contando pra minha mãe sobre o post da semana passada, quando ela me interrompe indignada: “Mas e a Tatiana Belinky, vai ficar de fora? Não pode escrever sobre autoras de literatura infantil no Brasil sem citar a Tatiana Belinky! Ela marcou a minha infância!!” 😀

tentei argumentar minha escolha, dizendo que não dá pra compará-la com quem esteve numa nota de dinheiro ou com quem fez parte da ABL, mas ela encerrou o assunto me lembrando que foi a Tatiana Belinky (junto com o marido Júlio) quem fez a primeira adaptação do Sítio do Picapau amarelo pra TV!

ok, ok… então, atendendo a pedidos, aqui vão mais 3 escritoras brasileiras de literatura infantil e seus respectivos livros, que não poderiam ter ficado de fora da primeira lista (com um humilde e devido pedido de desculpas…):

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Um caldeirão de poemas (Tatiana Belinky, Cia. das Letrinhas)
nascida em 1919 em Petrogrado, na Rússia, Tatiana Belinky veio pro Brasil com 10 anos de idade e aqui ficou. casou-se com o educador e médico Júlio Gouveia, que foi também seu parceiro de projetos televisivos: encenaram Os três ursos na extinta TV Tupi, onde ganharam um programa fixo, e depois adaptaram o Sítio do Picapau Amarelo pra TV. nesta época, Tatiana começa a ser premiada por seu trabalho como escritora e chega a trabalhar na TV Cultura, na Folha e no Jornal da Tarde, como cronista e crítica. em 1987 escreve Limeriques, baseado nos limericks, uma forma poética que usa versos em 5 linhas, e daí passa a escrever vários livros nesse tema (Limeriques do bípede apaixonadoMandaliquesLimeriques das causas e efeitosLimeriques estapafúrdios, entre diversos outros). Um caldeirão de poemas é um bom livro para entender o universo da escritora: tem traduções diretas do russo e do alemão, adaptações de histórias conhecidas e desconhecidas e diversos poemas próprios sobre os mais variados temas – felicidade, tristeza, medo, alegria… junte isso às maravilhosas ilustrações de vários artistas e pronto, um prato cheio para leitores de todas as idades!

ABolsaAmarelaA bolsa amarela (Lygia Bojunga, Casa Lygia Bojunga)
Lygia Bojunga nasceu em 1932, em Pelotas. começou a vida profissional como atriz de rádio e de teatro, escreveu seu primeiro livro em 1972, Os colegas, e não parou mais. foi a primeira brasileira a receber, em 1982, o Prêmio Hans Christian Andersen pelo conjunto da obra, concedido pelo International Board On Books For Young People (filiado à UNESCO), considerado uma espécie de Nobel da literatura infantojuvenil. além dela, só a Ana Maria Machado, em 2000! recebeu também o Prêmio Jabuti, e seus livros já foram traduzidos para dezenas de idiomas em inúmeros países, sendo altamente recomendados na Europa. o livro A bolsa amarela é um dos mais conhecidos da autora, e trata da repressão de 3 vontades da personagem principal, guardados numa bolsa amarela: a vontade de crescer, a vontade de ser menino e a vontade de ser escritora.

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Maria vai com as outras (Sylvia Orthof, Ática)
Sylvia Orthof nasceu no Rio em 1932 também. filha de pintores, começou a vida nas artes plásticas, depois foi para o teatro e só mais tarde, em 1979, entra no universo da literatura infantil, passando a fazer parte da Revista Recreio a convite da Ruth Rocha. lança seu primeiro livro para crianças em 1981 e toma gosto pela escrita, passando a escrever cerca de 120 livros infantis e juvenis e peças de teatro! um de seus títulos mais emblemáticos é Maria vai com as outras, que conta a história da ovelhinha Maria que fazia tudo que as outras ovelhas faziam. até que, um dia, ela saca que pode ser dona das próprias vontades.

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3 escritoras brasileiras de livros infantis que você com certeza leu na escola

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Cecília, Ruth e Ana Maria.
o que estas três têm em comum? são mulheres, escritoras de livros infantojuvenis, premiadas e conhecidas.

qualquer pessoa que acompanhe o mercado editorial brasileiro (mas pode ser qualquer mercado em quase qualquer país) sabe que está aí uma combinação difícil de acontecer: ser escritora publicada, premiada e conhecida no país e no mundo. com todas as discussões sobre igualdade de gêneros que vêm acontecendo, surgem movimentos interessantes que lutam pelo reconhecimento do papel da mulher nos mais variados nichos, seja em profissões científicas, em posições de liderança em empresas, ou qualquer outro. um desses movimentos bacanas é um projeto chamado Leia Mulheres, que inspira leitores do mundo todo a lerem mais livros escritos por mulheres.

agora para e pensa: dos seus autores preferidos, quantos são mulheres? dos últimos livros que você leu ou ouviu falar, quantos foram escritos por mulheres? dos livros que você leu na escola, quando criança, quantos eram de escritoras brasileiras?

pois é. então, para tentar corrigir esse desajuste, relembro aqui 3 livros infantis que você com certeza leu na escola e, muito provavelmente, não se esqueceu até hoje!

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Ou isto ou aquilo (Cecília Meireles, Global)
Cecília Meireles, a mais velha das três listadas aqui, nasceu no Rio de Janeiro em 1901 e morreu no ano em que um dos seus livros mais conhecidos, Ou isto ou aquilo, foi lançado, em 1964. filha de açorianos, ela ficou órfã ainda pequena e cresceu criada pela avó Jacinta. começou a escrever poesia aos 9 anos de idade, e aos 18 teve seu primeiro livro de poemas publicado. foi escritora, pintora, professora e jornalista, publicou incontáveis livros (não só infantojuvenis) e recebeu diversos prêmios e honrarias – e foi a única a aparecer numa cédula brasileira, a de 100 Cruzados Novos!

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Marcelo, marmelo, martelo (Ruth Rocha, Salamandra)
Ruth Rocha nasceu em 1931, em São Paulo, mas só foi se tornar escritora beeeem depois. quando pequena, era leitora voraz de tudo que caía em suas mãos. formou-se socióloga, foi aluna do Sérgio Buarque de Holanda na USP e começou sua vida profissional no Colégio Rio Branco, primeiro como bibliotecária e, depois, como orientadora educacional. daí passou a escrever sobre Educação para revistas e logo foi parar nas colunas da Revista Recreio (que existe desde a década de ’60, sabia?). trabalhou também como editora na Abril, mas foi só muitos anos depois, aos 45 anos, que ela publicou Palavras, muitas palavras, seu primeiro livro. Marcelo, marmelo, martelo, um livro sobre um menino que decide renomear as coisas, foi seu maior best-seller e um dos maiores sucessos editoriais do Brasil, com 25 edições e 10 milhões de exemplares vendidos!

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Bisa Bia, Bisa Bel (Ana Maria Machado, Salamandra)
Ana Maria Machado nasceu em 1941, no Rio de Janeiro, e é a única das 3 formada em Letras. estudou pintura em Nova York, fez pós-graduação em Linguística na França com Roland Barthes, foi presidente da Academia Brasileira de Letras de 2011 a 2013, onde ocupa a cadeira #1, foi uma das sócias editoriais da Quinteto Editorial junto com a Ruth Rocha, e em 1980 co-fundou a primeira livraria infantil do Brasil, a Malasartes, que existe no Rio até hoje! ela é uma das maiores porta-vozes da leitura infantil e da educação como direito básico de toda criança. escreveu tantos livros que não dá nem pra contar, teve histórias traduzidas pra mais de 20 idiomas pelo mundo e vendeu mais de 20 milhões de livros até hoje. seu Bisa Bia, Bisa Bel, escrito em 1981, foi premiado e teve mais de meio milhão de cópias vendidas. nele, Ana Maria Machado conta a história de uma menina chamada Isabel, que encontra um retrato de sua bisavó Bia entre as coisas de sua mãe e começa uma relação de muitas descobertas com essa pessoa tão especial e com sua própria futura bisneta.

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3 livros para ser detetive – especial autores brasileiros

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rapto, sumiço, mistério, pistas falsas, suspeitos, perigo… quem aqui nunca se imaginou detetive por uns dias ao ler um livro bem escrito? elementar, meu caro leitor. a literatura tem esse poder de nos arrancar do nosso cotidiano e nos transformar num personagem envolvido nas intrigas de um mistério policial sem nem a gente perceber. e, quando nos damos conta, estamos parados no ponto de ônibus tentando descobrir quem poderia ter raptado o garoto de ouro ou quem sumiu com o caneco de prata…

se você sabe do que eu estou falando, deve ter lido Marcos Rey, João Carlos Marinho e Pedro Bandeira na escola. para muitos de nós, esses autores foram os responsáveis por nos introduzir ao mundo da literatura de mistério. os detetives desses livros eram jovens como a gente (na época! rs), um grupo de amigos que seguia pistas que os adultos nem percebiam ou achavam trivial demais, até chegarem a suspeitos perigosos através de lógica, dedução e raciocínio (e quase sempre um pouco de sorte).

João Carlos Marinho nasceu em 1935, no Rio, e morou em diversos lugares até se formar em Direito e abrir um escritório de advocacia aqui em São Paulo. em 1969 escreveu O gênio do crime, que introduziu a turma do Gordo aos jovens do Brasil. depois desse, ele escreveu mais 12 livros protagonizados por essa galerinha, tendo recebido o Prêmio Jabuti e o APCA pelo ótimo Sangue fresco, e o Prêmio Mercedes-Benz pelo Berenice detetive. escreveu, ainda, 4 livros para adultos.

Edmundo Donato, mais conhecido como Marcos Rey, nasceu em 1925 em São Paulo e morreu em 1999 aos 74 anos. escreveu durante toda sua vida e em diversos gêneros, como roteiros, contos, crônicas em jornais e revistas, traduções e adaptações, enfim. em 1981 se lançou na literatura juvenil com O mistério do 5 estrelas, protagonizado pelo Leo, mensageiro de um hotel chique, e seus amigos, que reaparece em outros casos nos livros O rapto do garoto de ouroUm cadáver ouve rádio e Um rosto no computador.

Pedro Bandeira nasceu em 1942, em São Paulo, e, apesar de já ter sido jornalista, ator, diretor e redator publicitário, foi como escritor de livros para o público infantojuvenil que ele se consagrou. em 1984, lançou A droga da obediência, voltado ao público jovem, que ele considera seu leitor-alvo, onde Os Karas apareceram pela primeira vez. Miguel, Crânio, Calú, Chumbinho e Magrí ainda aparecem em diversas outras aventuras do autor, como A droga do amor, Pântano de sangueA droga da amizade, entre outros.

esses escritores brasileiros não devem nada a Conan Doyle, Agatha Christie ou Lemony Snicket. O gênio do crime, por exemplo, foi lançado em 1969 sem alarde e conquistou toda uma legião de fãs, responsáveis pelas 60 edições do livro! isso, aqui no Brasil, é uma raridade. mas tem razão de ser: são livros super bem escritos, repletos de elementos indispensáveis a uma boa história de detetive, e ainda por cima com personagens parecidos com o leitor jovem.

então, se você tem filhos (sobrinhos, netos, afilhados, alunos…), não deixe de apresentar a eles esses “gênios do crime” brasileiros! e se você, como eu, estiver com saudades dessa galerinha-espiã, vale a releitura! 😀

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O gênio do crime (João Carlos Marinho, Global)
quem já colecionou figurinhas sabe que tem aquelas raras, que quase nunca saem e que valem ouro. para completar um álbum é preciso paciência, estratégia e sorte, e, neste livro, Seu Tomé dava prêmios a quem realizava essa façanha. mas uma fábrica clandestina começa a inundar a cidade com as figurinhas raras, fazendo com que não haja prêmios para todos que completam seus álbuns. em meio à revolta geral, Gordo, Edmundo, Pituca e Berenice se aventuram em descobrir quem está por trás desse plano maligno e o que querem os criminosos. o chefe da quadrilha, um verdadeiro ‘gênio do crime’, trava um verdadeiro duelo de inteligências com o Gordo. quem vai ganhar?

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O mistério do 5 estrelas (Marcos Rey, Global)
Leo, um garoto de 16 anos que trabalha como mensageiro do Hotel Emperor Park, famoso por acolher gente muito conhecida e poderosa, descobre um cadáver embaixo da cama de um hóspede particular, o Barão. apesar de contar à polícia o que viu, Leo e seus amigos Gino e Ângela vão tentar desvendar o mistério por conta própria, e acabam por se encontrar em maus lençóis…

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A droga da obediência (Pedro Bandeira, Moderna)
Miguel, Crânio, Calú, Chumbinho e Magrí são cinco estudantes do Colégio Elite, em São Paulo, que começam a perceber que vários alunos das melhores escolas da cidade estão sumindo. decidem seguir as pistas e descobrem que o cientista Doutor Q.I. está usando esses adolescentes para testar uma arma para seu plano maligno: uma droga capaz de fazer com que qualquer pessoa se torne obediente e passiva.

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3 livros sobre diferentes tipos de pais – Especial Dia dos Pais

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o Dia dos Pais está logo aí! por isso, hoje escrevo em homenagem àquele ser difícil de definir, nem sempre presente na vida de todos, de papel mutante ao longo dos últimos anos mas sempre, sempre, incrivelmente especial.

já tentou definir o que é um pai? é coisa complicada pra caramba… antigamente era o provedor da casa, a suma autoridade e a pessoa que deveria ser temida pelos filhos. hoje (ainda bem!) não é mais assim; as mulheres passaram a ser co-provedoras do sustento da família e os homens, co-educadores dos filhos, a autoridade é compartilhada por mãe e pai e não se baseia mais no terror e no medo, mas no respeito à individualidade de cada criança e no amor acima de tudo. mas com os papéis tão misturados e desligados de gênero, como definir o que é um pai?

existem várias piadas pela internet, principalmente na forma de cartuns, de que pai é o mais irresponsável do casal, o que joga a criança três metros pro alto, o que deixa os filhos brincarem com facas e tomadas, o que acha que comer comida caída no chão é bom pra saúde. exageros piadísticos à parte, talvez uma característica comum a muitos pais seja mesmo esse espírito mais aventureiro e livre da maioria dos homens. quem nunca conheceu um pai que brinca de se jogar no chão com os filhos, que conta piadas (semi-)inapropriadas para os coleguinhas e que inventa sempre novos argumentos para ganhar nas discussões com as crianças?

com meu pai, eu aprendi a dançar no meio da sala ao som de rock’n’roll a qualquer hora do dia como se ninguém estivesse olhando. aprendi a desenhar falando ao telefone e a ter boa caligrafia (e ele é médico, hein?!). aprendi que confiança é ter certeza de que a porta sempre está aberta a dúvidas embaraçosas ou confissões vergonhosas, com uma conversa empática e entre iguais, mesmo que haja um castigo no final. aprendi que ler e estudar é muito divertido. aprendi a debater, a brigar, a magoar e a importância de voltar atrás e pedir desculpas.

no meu marido, eu vejo que o pai é a criança que equilibra o rigor e a seriedade da mãe, o que faz cócegas nas crianças até deixá-las vermelhas de tanto rir, o que brinca de ‘psicologia reversa’ e faz com eles as coisas que não gostamos que eles façam com a gente (como ficar fingindo que brinca em frente à TV enquanto está passando um desenho animado que eles querem assistir). é ele quem cozinha, quem leva para passear, quem toma banho junto com as crianças, e quem, quase infalivelmente, saca o momento em que eu vou perder a paciência e assume o controle da situação para evitar brigas e arrependimentos.

pai é tudo isso e muito mais. e pai é como impressão digital, cada pessoa tem um diferente, especial e insubstituível. ❤

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Meu papai é grande, é forte, mas… (Coralie SaudoKris Di Giacomo, Ed. Girassol)
o pai deste livro ensina pela imitação: quando chega a noite, é ele quem não quer ir para a cama! tem medo do escuro, quer ouvir uma, duas, três histórias antes de dormir, pede água e quer ir pra cama do filho, que pacientemente tenta convencer seu pai que é hora de descansar, que amanhã tem mais brincadeiras, e deixa uma luz acesa para afugentar o escuro. para brincar de ensinar pelo comportamento e para repensar papéis de pai e filho.

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Papai tatuado (Daniel Nesquens, WMF Martins Fontes)
o pai deste livro ensina através de histórias: toda vez que volta pra casa, um pai conta a seu filho as histórias mais incríveis ilustradas por tatuagens que cobrem todo seu corpo, misturando realidade e fantasia. além de trazer o tema da tatuagem, que é bastante incomum em livros infantis mas super corriqueiro na realidade, a história aborda também as marcas que a experiência deixa em cada um e as histórias que existem por trás delas.

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Pê de pai (Isabel Minhós MartinsBernardo Carvalho, Cosac Naify)
o pai deste livro é múltiplo: representa vários tipos de pai ou as várias formas que os pais assumem para seus filhos, como o ‘pai-colchão’ e o ‘pai-doutor’, entre muitos outros. através de rimas, a autora descreve os muitos pais que existem enquanto o ilustrador usa traços simples e cores contrastantes para focar somente na parte importante de cada pai. para reler diversas vezes.

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3 livros para quem tem medo do escuro

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nunca conheci uma criança que não tenha medo do escuro.
aliás, tampouco conheci um adulto que não tenha tido medo do escuro quando criança. (conheço alguns que têm medo até hoje, mas shhhhhh….)

quando a gente é pequeno, ter medo do escuro é tão óbvio quanto gostar de brincar e querer descobrir o porquê de tudo. curiosamente, eles nunca nos perguntam o porquê de terem medo do escuro, né? nem eu nunca me perguntei isso. era tão óbvio!

só depois de ter minhas próprias crianças e aprender a olhar a infância à partir de um ponto de vista externo a ela, foi que me vi curiosa a esse respeito: por que crianças têm medo do escuro? quando surge esse medo? quando ele vai embora? li em vários livros interessantes sobre puericultura que o medo do escuro (bem como outros medos) pode se intensificar ou até mesmo se alongar por anos como consequência de fatores relacionados à vida em família (como separação dos pais, brigas, negligência) ou acontecimentos pontuais marcantes na vida da criança (como mudança de cidade/país/escola, violência etc.). mas esses são casos extraordinários.

o mais comum é que crianças normalmente têm medo do escuro porque ele representa o desconhecido, o intangível, o inesperado. dos 2 aos 6 anos, mais ou menos, a criança apreende o mundo concreto – e o escuro é indefinido, abstrato, pode ser tudo e não é nada ao mesmo tempo. é lá que vivem todas as dúvidas que elas mesmas não sabem que possuem, os monstros sem formas, os sentimentos incontroláveis. por isso esse medo tende a sumir quando a criança passa a ser capaz de racionalizá-lo; ou quando descobre as luzes noturnas e lanternas na cabeceira da cama. 😀

para ajudar crianças (e adultos!) a entender esse medo e aprender a lidar com ele, deixo 3 dicas de livros bacanas sobre o escuro. para ler antes de dormir – bem. 😉

OGatoEOEscuroO gato e o escuro (Mia Couto, Cia. das Letrinhas)
Mia Couto, para quem não conhece, é um escritor moçambicano que inventa palavras como fazia Guimarães Rosa. seus escritos são incrivelmente poéticos e lúdicos, lembrando narrativas míticas de criação. nesta história, ele conta como um gatinho entrou no escuro e mudou de cor, e como ele descobriu que não é do escuro que temos medo, mas do que colocamos dentro dele. uma poesia em forma de prosa para ser relida por toda a vida. ❤

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O escuro (Lemony Snicket, Cia. das Letrinhas)
com ilustrações de Jon Klassen, este livro conta a história do menino Luca que, como qualquer outra criança, tinha medo do escuro, que morava na casa dele. depois que o sol se punha, Luca via o escuro em todo lugar: dentro do armário, através da janela fria e, principalmente, no lugar preferido onde o escuro se escondia: no porão. um dia, o escuro chama Luca e eles passam a conversar enquanto o menino vai à sua procura porão adentro. um livro esclarecedor!

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Orion e o escuro (Emma Yarlett, Globinho)
o menino Orion tem medo de várias coisas, como tempestades, armários e porões, mas seu maior medo é mesmo do escuro. ele passa seus dias bolando planos infalíveis para acabar com o escuro, como uma lâmpada que nunca se apaga, por exemplo, mas nada dá certo. até que um dia ele resolve exigir que o escuro suma! ao invés disso, o escuro decide descer e se apresentar ao menino, levando Orion para uma incrível aventura pelo lado divertido da escuridão. será que o escuro dá medo mesmo?

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3 livros para arrancar lágrimas dos olhos

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Eu penso que uma boa história, bem contada, não tem público definido; é para todos. Grandes escritores como Maurice Sendak e Edward Gorey corroboram esta ideia quando afirmam que não escrevem para crianças, mesmo que tenham publicado livros chamados infantis. Um dos principais motivos de eu adorar (boa) literatura infantil é que as histórias, ilustradas e com frases simples, falam a qualquer idade. Pode ver: se você pegar um livro infantil com uma história boba, vai dizer imediatamente ‘este livro é para crianças’. Mas quando encontramos um livro que, apesar da aparência, conta uma história que nos faz pensar ou nos emociona, aí sim estamos diante de boa literatura e temos dificuldade em classificá-lo simplesmente como ‘infantil’.

Uma história emocionante consegue, de modo simples e direto, chegar ao nosso coração. No caso da literatura infantil, ela chega, além de tudo, de surpresa. Dificilmente alguém abre um livro para crianças pensando que vai terminar a história aos prantos, mas não raro isso acontece. E são esses os livros que eu mais gosto! ❤

Por isso, fiz aqui para vocês uma listinha com 3 títulos que arrancam lágrimas dos meus olhos todas as vezes que os leio:

AArvoreGenerosa

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A árvore generosa
(Shel Silverstein, Cosac Naify)

Meu livro do coração: conta a história da relação entre um menino e uma árvore ao longo do tempo, e como as necessidades do menino mudam enquanto cresce e sobre felicidade. É uma história tão bem contada que tem uma profundidade temática vertical ímpar: num nível, trata de ecologia e da relação do homem com a natureza; noutro, aborda a busca interminável do homem por uma felicidade constantemente fora de si, uma insatisfação eterna com a vida; num nível mais profundo, contrasta o apego e a generosidade e discute o que é o amor incondicional. E foi este viés que me pegou. Depois de me tornar mãe, eu passei a entender a árvore do livro e sei que você também vai se identificar com ela.

MamaeZangada

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Mamãe zangada
(Jutta Bauer, Cosac Naify)

Um livro pequeno que conta, nem uma história, mas um momento: o que acontece com o pinguinzinho quando sua mãe se zanga e grita com ele. A autora absolutamente se propõe a debater os malefícios de se perder as estribeiras com nossos filhos, nem a sugerir outras formas de criação. Ela simplesmente descreve metaforicamente o que acontece com o pinguinzinho no momento em que sua mãe lhe dá uma baita bronca. E isso é tudo que basta para uma mãe como eu se desfazer em milhões de caquinhos ao me colocar no lugar da mãe-pinguim.

FicoAEspera

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Fico à espera…
(Davide Cali e Serge Bloch, Cosac Naify)

O livro perfeito para entender como a gente não vive no presente. Desde que minha primeira filha nasceu, eu me dei conta de quantas vezes penso em como as coisas vão ficar melhores (ou mais fáceis, ou mais divertidas) quando… e aí pode inserir qualquer coisa: quando ela começar a falar, quando sair das fraldas, quando aprender a andar, quando trouxer lição de casa, quando for para escola sozinha, etc. etc. Não que a fase do presente não seja boa, mas certamente quando tal coisa acontecer tudo vai ser melhor. E assim a gente passa os dias, esperando por aquela coisa que vai acontecer, não agora, mas em algum momento futuro. E é também por isso que, de vez em quando, a gente olha para trás e se assusta com o quanto o tempo passou! Parece que a gente nem aproveitou: olha lá, faz tanto tempo que a Elis não é mais um bebezinho. Era tão gostoso aquele cheirinho, aquele olhar, aquela risadinha…

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3 livros para os apaixonados — Especial Dia dos Namorados

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Aqui no Brasil, o nome da data restringiu os celebrados: o dia 12 de junho ‘só vale’ para quem tem namorado. Por isso surgiram as hilárias baladas dos solteiros de todos os tipos, o que é certamente muito divertido. Mas penso que a data tem mais a ver com os enamorados, os apaixonados, aqueles que têm seus corações preenchidos por alguém – mesmo que não tenham com ele um relacionamento oficial.

Sendo assim, quero aproveitar o momento *suspiros* e *corações* para falar sobre três livros que tratam deste tema tão conhecido de todos nós: o que é estar apaixonado! *ai, ai* ❤

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O primeiro é o livro Um milhão de borboletas, escrito pelo Edward van de Vendel e ilustrado por Carll Cneut (Ed. Cosac Naify). Alfredo começa a ver milhares de borboletas de todos os tipos rodopiando ao seu redor e, quando vai perguntar para outras pessoas se elas viram as borboletas ou se sabem do que se trata, todas as borboletas somem! Seus pais, muito sabidamente, mandam Alfredo para uma viagem sozinho, pois dizem que ele precisa descobrir por si só o significado daquelas borboletas. Alfredo, então, começa a se acostumar com o sumiço das borboletas quando alguém aparecia no seu caminho, até que ele encontra uma menina, em cima de uma ponte. Todo mundo que já sentiu ‘borboletas na barriga’ conhece esse caminho trilhado por Alfredo e sabe muito bem onde vai dar!

UmaPerguntaTaoDelicada

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O segundo livro é Uma pergunta tão delicada, escrito por Leen van den Berg e ilustrado por Kaatje Vermeire (Ed. Pulo do Gato). Curiosamente, o personagem principal que está apaixonado também é um elefante! Numa colina, o elefante pede aos animais que se reúnam para que ele faça uma pergunta: ‘como a gente sabe que está apaixonado?’. As respostas são tão variadas quanto as personagens que as dão, e valem como paralelo a todas as respostas que nos deram quando fizemos essa mesma pergunta, lembram? Parecia que a gente ficava mais confuso do que antes de perguntar.

LimeriquesDoBipedeApaixonado

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O terceiro livro é Limeriques do bípede apaixonado, escrito pela Tatiana Belinky e ilustrado por Andrés Sandoval (Editora 34). Em formato de limeriques (pequenos poemas rimados), a autora conta a história de uma menina que amava os animais, e de um menino que era apaixonado pela menina. Ao ver o cuidado que ela dá aos bichinhos, o menino se pergunta se, para ter seu amor, ele não deveria ser um bicho também. Para a gente lembrar de todas as vezes que tentamos nos tornar aquilo que nosso objeto de afeto gostava – e que invariavelmente não dava em nada!

Lembre-se que leitor do blog tem 10% de desconto nA Pequena Loja de Histórias! Basta colocar o código MLDN2015 na sacola de compras. Um feliz dia a todos os apaixonados! ❤

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“O pote vazio” – resenha

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O pote vazio
Demi
Ed. Martins Fontes
2000
36 pgs
r$40

se tem uma coisa que eu a.do.ro é ganhar livros. a segunda é receber indicação de livros bons! 🙂
é super comum virem me contar de um livro que leram, que ganharam, que acharam bacana, que ouviram falar, e sempre começa assim: “você que gosta de livros…” que elogio!

então, outro dia minha querida cunhada Eva me contou que, assistindo ao programa de culinária da Rita Lobo, se interessou pela indicação de um livro infantil que não tinha nada a ver com culinária, chamado O pote vazio. fui pesquisar e, nessas, comprei. (oops! 🙂 )

escrito e ilustrado pela Demi, uma americana responsável por mais de 300 livros, o livro conta a história de Ping, um menino que, como todos os outros, queria um dia ser imperador da China. o então imperador dá a todos uma tarefa aparentemente simples, cujo resultado o auxiliará a decidir o escolhido. a história é muito bonita e traz um ensinamento fundamental sobre honestidade e esforço.

fiquei muito feliz com a indicação. é um livro que complementa a biblioteca que temos em casa e é ótimo para ler para as crianças antes de dormir.

boas leituras! 😉

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Top 10 editoras brasileiras de livros infantis

O fim do ano vem chegando e, com ele, vem a vontade incontrolável de fazer listas! Dentro do meu assunto preferido, sempre vejo rankings de livros infantojuvenis, mas a produção editorial neste ramo é tão vasta (oba!) que listas de 10 melhores mal dão conta de tudo que é bom e merecedor de menção.

Assim, achei que poderia ser uma boa ideia listar aqui, pra vocês, algumas das editoras brasileiras que eu considero fundamentais na produção dos livros que nossos filhos precisam ter em sua biblioteca. Vale a pena ficar sempre de olho no catálogo e nos lançamentos dessas editoras!

  1. Cia. das Letras
    A editora está subdividida em diversos selos, cada um focado num público diferente – e a Cia. das Letrinhas é o selo voltado para crianças jovens. Se você curte literatura infantojuvenil, tenho certeza que já pegou nas mãos algum livro da Cia. das Letrinhas um dia!
    São desta editora os livros Saudade, do Claudio Hochman, e A história das estrelas, do Neal Layton, que foram Livro do Mês do clubinho Astronautas de Histórias!
  2. Cosac Naify
    Alguns dos livros mais bonitos que já vi publicados no Brasil são desta editora! Dizem que não se deve julgar um livro pela capa, mas é perfeitamente justificável se apaixonar por um por causa da edição!
    O livro infantojuvenil mais vendido na última edição da Feira do Livro da USP foi Contos maravilhosos infantis e domésticos, vols. 1 e 2, dos irmãos Grimm, publicado pela Cosac Naify. Meu livro preferido do coração, A árvore generosa, do Shel Silverstein, também é deles! 😉
  3. Pulo do Gato
    A editora tem poucos anos de vida, mas já é dona de um catálogo infantojuvenil de encher os olhos! Também subdividida em 4 selos (para leitura acompanhada, leitores autônomos, clássicos da literatura e formadores de leitores), seu livro Para que serve um livro?, da Chloé Legeay, aparece em diversas listas de leituras altamente recomendáveis!
  4. Salamandra
    Parte da Editora Moderna, a Salamandra tem vários livros que a gente encontra facilmente nas livrarias, como os livros da Peppa (aff!), mas eles também publicam o incrível Oliver Jeffers, escritor e ilustrador super talentoso, criador de PresosO incrível menino devorador de livros!
  5. Pequena Zahar
    Selo da maravilhosa Editora Zahar voltado para os pequenos, lançou este ano o lindo Orie, da Lúcia Hiratsuka, e A raiva, do meu casal preferido Blandina Franco e José Carlos Lollo. Vale a pena dar uma olhada!
  6. Biruta
    Junto com sua “editora-irmã” Gaivota, elas são especializadas em literatura infantil e juvenil, respectivamente. Dá uma olhada no premiado O tamanho do meu sonho e A peixinha Ina e o Sol, do polonês Przemyslaw Wechterowicz.
  7. Rocco
    É uma editora com anos de “janela”, especializada em best sellers internacionais. Recentemente lançou o selo Pequenos Leitores, através do qual publicou livros como O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos douradosOs lobos dentro das paredes, ambos do premiado Neil Gaiman, e os livros do Pequeno Nicolau, personagem criado por René Goscinny, autor das aventuras de Asterix!
  8. Ciranda Cultural
    Uma editora bastante prolífica, mais conhecida por livros de atividades como livros de adesivos ou de colorir, mas que, de repente, publica umas pérolas como As aventuras de Pinóquio, história do Carlo Collodi adaptada pela Stella Gurney, fantasticamente ilustrado pelo Zdenko Basic e pelo Manuel Sumberac. Uma das edições mais bonitas que já encontrei, de deixar a Disney no chinelo! 😛
  9. Brinque Book
    Também muito produtiva, tem um catálogo bastante extenso. Não é tudo que tem a ver com o que eu considero boa literatura infantojuvenil, mas tem muita coisa legal e premiada. O pirata Nhac, do Jonny Duddle, é deles. 😉
  10. WMF Martins Fontes
    Editores de vários livros incríveis, o catálogo infantojuvenil deles tem autores imprescindíveis como CS Lewis e JRR Tolkien.
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