literatura

3 livros para ser detetive – especial autores brasileiros

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rapto, sumiço, mistério, pistas falsas, suspeitos, perigo… quem aqui nunca se imaginou detetive por uns dias ao ler um livro bem escrito? elementar, meu caro leitor. a literatura tem esse poder de nos arrancar do nosso cotidiano e nos transformar num personagem envolvido nas intrigas de um mistério policial sem nem a gente perceber. e, quando nos damos conta, estamos parados no ponto de ônibus tentando descobrir quem poderia ter raptado o garoto de ouro ou quem sumiu com o caneco de prata…

se você sabe do que eu estou falando, deve ter lido Marcos Rey, João Carlos Marinho e Pedro Bandeira na escola. para muitos de nós, esses autores foram os responsáveis por nos introduzir ao mundo da literatura de mistério. os detetives desses livros eram jovens como a gente (na época! rs), um grupo de amigos que seguia pistas que os adultos nem percebiam ou achavam trivial demais, até chegarem a suspeitos perigosos através de lógica, dedução e raciocínio (e quase sempre um pouco de sorte).

João Carlos Marinho nasceu em 1935, no Rio, e morou em diversos lugares até se formar em Direito e abrir um escritório de advocacia aqui em São Paulo. em 1969 escreveu O gênio do crime, que introduziu a turma do Gordo aos jovens do Brasil. depois desse, ele escreveu mais 12 livros protagonizados por essa galerinha, tendo recebido o Prêmio Jabuti e o APCA pelo ótimo Sangue fresco, e o Prêmio Mercedes-Benz pelo Berenice detetive. escreveu, ainda, 4 livros para adultos.

Edmundo Donato, mais conhecido como Marcos Rey, nasceu em 1925 em São Paulo e morreu em 1999 aos 74 anos. escreveu durante toda sua vida e em diversos gêneros, como roteiros, contos, crônicas em jornais e revistas, traduções e adaptações, enfim. em 1981 se lançou na literatura juvenil com O mistério do 5 estrelas, protagonizado pelo Leo, mensageiro de um hotel chique, e seus amigos, que reaparece em outros casos nos livros O rapto do garoto de ouroUm cadáver ouve rádio e Um rosto no computador.

Pedro Bandeira nasceu em 1942, em São Paulo, e, apesar de já ter sido jornalista, ator, diretor e redator publicitário, foi como escritor de livros para o público infantojuvenil que ele se consagrou. em 1984, lançou A droga da obediência, voltado ao público jovem, que ele considera seu leitor-alvo, onde Os Karas apareceram pela primeira vez. Miguel, Crânio, Calú, Chumbinho e Magrí ainda aparecem em diversas outras aventuras do autor, como A droga do amor, Pântano de sangueA droga da amizade, entre outros.

esses escritores brasileiros não devem nada a Conan Doyle, Agatha Christie ou Lemony Snicket. O gênio do crime, por exemplo, foi lançado em 1969 sem alarde e conquistou toda uma legião de fãs, responsáveis pelas 60 edições do livro! isso, aqui no Brasil, é uma raridade. mas tem razão de ser: são livros super bem escritos, repletos de elementos indispensáveis a uma boa história de detetive, e ainda por cima com personagens parecidos com o leitor jovem.

então, se você tem filhos (sobrinhos, netos, afilhados, alunos…), não deixe de apresentar a eles esses “gênios do crime” brasileiros! e se você, como eu, estiver com saudades dessa galerinha-espiã, vale a releitura! 😀

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O gênio do crime (João Carlos Marinho, Global)
quem já colecionou figurinhas sabe que tem aquelas raras, que quase nunca saem e que valem ouro. para completar um álbum é preciso paciência, estratégia e sorte, e, neste livro, Seu Tomé dava prêmios a quem realizava essa façanha. mas uma fábrica clandestina começa a inundar a cidade com as figurinhas raras, fazendo com que não haja prêmios para todos que completam seus álbuns. em meio à revolta geral, Gordo, Edmundo, Pituca e Berenice se aventuram em descobrir quem está por trás desse plano maligno e o que querem os criminosos. o chefe da quadrilha, um verdadeiro ‘gênio do crime’, trava um verdadeiro duelo de inteligências com o Gordo. quem vai ganhar?

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O mistério do 5 estrelas (Marcos Rey, Global)
Leo, um garoto de 16 anos que trabalha como mensageiro do Hotel Emperor Park, famoso por acolher gente muito conhecida e poderosa, descobre um cadáver embaixo da cama de um hóspede particular, o Barão. apesar de contar à polícia o que viu, Leo e seus amigos Gino e Ângela vão tentar desvendar o mistério por conta própria, e acabam por se encontrar em maus lençóis…

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A droga da obediência (Pedro Bandeira, Moderna)
Miguel, Crânio, Calú, Chumbinho e Magrí são cinco estudantes do Colégio Elite, em São Paulo, que começam a perceber que vários alunos das melhores escolas da cidade estão sumindo. decidem seguir as pistas e descobrem que o cientista Doutor Q.I. está usando esses adolescentes para testar uma arma para seu plano maligno: uma droga capaz de fazer com que qualquer pessoa se torne obediente e passiva.

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3 livros sobre diferentes tipos de pais – Especial Dia dos Pais

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o Dia dos Pais está logo aí! por isso, hoje escrevo em homenagem àquele ser difícil de definir, nem sempre presente na vida de todos, de papel mutante ao longo dos últimos anos mas sempre, sempre, incrivelmente especial.

já tentou definir o que é um pai? é coisa complicada pra caramba… antigamente era o provedor da casa, a suma autoridade e a pessoa que deveria ser temida pelos filhos. hoje (ainda bem!) não é mais assim; as mulheres passaram a ser co-provedoras do sustento da família e os homens, co-educadores dos filhos, a autoridade é compartilhada por mãe e pai e não se baseia mais no terror e no medo, mas no respeito à individualidade de cada criança e no amor acima de tudo. mas com os papéis tão misturados e desligados de gênero, como definir o que é um pai?

existem várias piadas pela internet, principalmente na forma de cartuns, de que pai é o mais irresponsável do casal, o que joga a criança três metros pro alto, o que deixa os filhos brincarem com facas e tomadas, o que acha que comer comida caída no chão é bom pra saúde. exageros piadísticos à parte, talvez uma característica comum a muitos pais seja mesmo esse espírito mais aventureiro e livre da maioria dos homens. quem nunca conheceu um pai que brinca de se jogar no chão com os filhos, que conta piadas (semi-)inapropriadas para os coleguinhas e que inventa sempre novos argumentos para ganhar nas discussões com as crianças?

com meu pai, eu aprendi a dançar no meio da sala ao som de rock’n’roll a qualquer hora do dia como se ninguém estivesse olhando. aprendi a desenhar falando ao telefone e a ter boa caligrafia (e ele é médico, hein?!). aprendi que confiança é ter certeza de que a porta sempre está aberta a dúvidas embaraçosas ou confissões vergonhosas, com uma conversa empática e entre iguais, mesmo que haja um castigo no final. aprendi que ler e estudar é muito divertido. aprendi a debater, a brigar, a magoar e a importância de voltar atrás e pedir desculpas.

no meu marido, eu vejo que o pai é a criança que equilibra o rigor e a seriedade da mãe, o que faz cócegas nas crianças até deixá-las vermelhas de tanto rir, o que brinca de ‘psicologia reversa’ e faz com eles as coisas que não gostamos que eles façam com a gente (como ficar fingindo que brinca em frente à TV enquanto está passando um desenho animado que eles querem assistir). é ele quem cozinha, quem leva para passear, quem toma banho junto com as crianças, e quem, quase infalivelmente, saca o momento em que eu vou perder a paciência e assume o controle da situação para evitar brigas e arrependimentos.

pai é tudo isso e muito mais. e pai é como impressão digital, cada pessoa tem um diferente, especial e insubstituível. ❤

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Meu papai é grande, é forte, mas… (Coralie SaudoKris Di Giacomo, Ed. Girassol)
o pai deste livro ensina pela imitação: quando chega a noite, é ele quem não quer ir para a cama! tem medo do escuro, quer ouvir uma, duas, três histórias antes de dormir, pede água e quer ir pra cama do filho, que pacientemente tenta convencer seu pai que é hora de descansar, que amanhã tem mais brincadeiras, e deixa uma luz acesa para afugentar o escuro. para brincar de ensinar pelo comportamento e para repensar papéis de pai e filho.

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Papai tatuado (Daniel Nesquens, WMF Martins Fontes)
o pai deste livro ensina através de histórias: toda vez que volta pra casa, um pai conta a seu filho as histórias mais incríveis ilustradas por tatuagens que cobrem todo seu corpo, misturando realidade e fantasia. além de trazer o tema da tatuagem, que é bastante incomum em livros infantis mas super corriqueiro na realidade, a história aborda também as marcas que a experiência deixa em cada um e as histórias que existem por trás delas.

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Pê de pai (Isabel Minhós MartinsBernardo Carvalho, Cosac Naify)
o pai deste livro é múltiplo: representa vários tipos de pai ou as várias formas que os pais assumem para seus filhos, como o ‘pai-colchão’ e o ‘pai-doutor’, entre muitos outros. através de rimas, a autora descreve os muitos pais que existem enquanto o ilustrador usa traços simples e cores contrastantes para focar somente na parte importante de cada pai. para reler diversas vezes.

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3 livros sobre piratas – especial para o Chico!

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hoje, meu príncipe do meio, o Chico, completa 4 anos! ❤
em homenagem a ele, que adora piratas, passo aqui rapidinho (em meio à loucura das férias escolares!) para deixar 3 dicas de livros super bacanas recheados de piratas e muitas aventuras!
ahoy!

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O pirata Nhac (Jonny Duddle, Brinque-Book)
o pirata Barba-Roxa e seus companheiros gananciosos partem em busca de um suposto tesouro guardado por um terrível monstro marinho. além da história bem contada, o livro cativa principalmente pelas incríveis ilustrações do autor, cheias de detalhes e cores, num livro grande e de capa dura!

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O pirata e o farmacêutico (Robert Louis Stevenson, Companhia das Letrinhas)
escrito pelo mesmo autor do clássico O médico e o monstro, este livro conta a história de dois amigos que crescem juntos mas acabam tomando caminhos opostos na vida. depois de algum tempo, os dois se reencontram e o que acontece é surpreendente!

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Peter e Wendy (JM Barrie, Cosac Naify)
quem não conhece a história do menino Peter Pan, que não queria crescer? e quem nunca quis ir passar umas férias na Terra do Nunca? este livro conta a versão original da história clássica de Peter Pan e dos irmãos Darling e suas lutas contra o terrível Capitão Gancho e seus piratas, numa edição linda e ilustrada pelo designer Guto Lacaz.

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