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Peter Hunt e a literatura infantil

estou sumida, eu sei. desculpem… vou corrigir isso a partir do ano que vem – e isso não é mais uma promessa de ano novo!

hoje, como a vida corre mais depressa no final do ano, só estou dando uma passada rápida para deixar para vocês uma sugestão de leitura super importante!

é a entrevista do professor Peter Hunt, um britânico que leciona Literatura Infantil há anos, para a revista Nova Escola. ele fala sobre a importância da literatura especializada para crianças e, principalmente, uma coisa que venho repetindo há tempos: criança não é incapaz nem limitada! literatura infantil não tem que ser “simples” e “rasa” para que eles compreendam! por favor, parem de escrever livrinhos de “boas maneiras” disfarçados de literatura infantil! criança merece mais, muito mais – criança merece a mesma literatura que você! experimente!!

deixo aqui um trecho da entrevista. o resto vocês podem conferir no site!

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Entrevista com Peter Hunt

Pesquisador britânico destaca a complexidade e a riqueza dos textos feitos para crianças e fala sobre a validade de livros-brinquedo e daqueles que não têm sequer uma linha escrita

Rita Trevisan (novaescola@fvc.org.br)

peter-hunt Ele foi um dos primeiros críticos contemporâneos a levantar a voz contra os preconceitos sobre os livros elaborados especialmente para as crianças. Professor emérito da Cardiff University, onde criou e ministra a disciplina de Literatura Infantil, a primeira do gênero na Grã-Bretanha, Peter Hunt lançou diversas obras sobre o assunto e recebeu prêmios importantes, como o International Brothers Grimm Award, concedido pelo International Institute for Children’s Literature, no Japão, para estudiosos de todo o mundo que fazem contribuições significativas para o progresso da pesquisa sobre a literatura infantil.

Em sua produção, o britânico vem contribuindo para elevar o nível da discussão sobre o tema, na tentativa de que ele passe a ser encarado com mais seriedade e rigor teórico pelos adultos – em especial, pelos autores e críticos da área, que muitas vezes subestimam a inteligência das crianças.

Durante recente visita ao Brasil, em virtude do lançamento do livro Crítica, Teoria e Literatura Infantil, Hunt concedeu esta entrevista à NOVA ESCOLA.

Para muitos, a literatura infantil é sinônimo de livros com letras grandes e várias figuras. Isso faz sentido?
PETER HUNT
De maneira alguma. Essa concepção existe porque, em diversas situações, os pequenos são subestimados pelos adultos. Entendo que, quando se está começando a ler, letras grandes e figuras podem facilitar a tarefa. Mas muita gente pensa que a literatura infantil tem de ser simples e objetiva só porque é para ser consumida pelos pequenos. Ainda hoje, as pessoas olham as obras infantis com certa indiferença, como se elas fossem inferiores. As únicas pessoas que as respeitam são aquelas que estão realmente próximas das crianças e sabem muito bem que elas não são criaturas estúpidas e sem opinião.

Por que a concepção de que a literatura infantil é inferior perdura?
HUNT
Muitas vezes, não se acredita que ela possa oferecer o mesmo tipo de prazer intelectual que a adulta. Além disso, em geral, presume-se que, por não ter uma vasta experiência cultural, a criança seja incapaz de fazer interpretações estéticas. Obviamente, um leitor inexperiente terá uma maneira diferente de apreciar um livro, as ilustrações e a história. Mas isso não significa que seja incapaz de fazê-lo.

(leia mais aqui)

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maternidade e comunidade

de tempos em tempos, recebo emails de um site bacana chamado Riskology, de um cara chamado Tyler Tervooren, que escreve sobre risco, empreendedorismo e a busca da felicidade. em março, ele escreveu sobre a importância da comunidade para mães, especialmente as recentes. achei o tema super apropriado, por isso traduzi aqui pra vocês. 🙂

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Este Estudo com Mães Recentes Revela a Importância da Comunidade

Publicado por Tyler Tervooren na quinta, 27 de março de 2014

Amigo Riscologista,

Quando eu tinha acabado de sair da faculdade, duas amigas tiveram bebês na mesma época. Como novas mães, elas estavam atarefadas e exaustas quase constantemente, mas eu conseguia vê-las de tempos em tempos.

Uma das mães recentes vivia perto e tinha amigos e família para ajudá-la com os cuidados com o bebê, nas tarefas e outras dificuldades da maternidade. Ela também passou a fazer parte de um grupo de exercícios para mães novas. Algumas vezes por semana, elas se encontravam no parque com seus carrinhos de bebê para fazer exercícios necessários e socializar entre adultos.

Quando eu a via, ela admitia que ser uma mãe nova era incrivelmente difícil, mas que ela também nunca havia estado tão feliz ou empolgada com a vida à sua frente.

A outra mãe recente vivia longe, no meio do mato, com seu marido e a filha nova. Eles tinham poucos vizinhos e pouco tempo livre para sair. Eu não os via com frequência, mas quando a encontrava, a mãe (e o pai, para ser justo) estava menos otimista. Ela tinha um marido amoroso e, pelo que eu podia perceber, era feliz em ser mãe. Mas ela era mais estressada em relação às suas tarefas maternas e não era tão otimista quando a gente conversava sobre o futuro.

Aparentemente, pode ser que tenha uma diferença chave entre essas duas mães que afeta não só sua felicidade e perspectiva de vida, mas o modo como seus filhos vão crescer e experimentar o mundo.

O Conto de Duas Mães e a Importância do Apoio da Comunidade

Durante a maior parte do século XX, estudiosos, cientistas e pesquisadores estudaram os efeitos das relações entre pais e seus filhos. E a conexão é bem simples: Se você passar tempo com seus filhos, orientá-los e apoiar seus interesses, eles provavelmente serão adultos felizes e bem ajustados.

Em 1983 – apenas um ano antes de eu nascer –, 5 pesquisadores da Universidade de Washington se propuseram a levar as coisas um passo adiante: Como o apoio de uma comunidade afeta o modo como um pai ou mãe se relaciona com seus filhos e sua habilidade de criá-los?

Eles estudaram mães recentes com diferentes níveis de estresse e apoio das comunidades à sua volta. E eles chegaram a uma resposta bastante clara: Mães sem um forte apoio da comunidade tinham níveis de estresse mais altos, e mães com níveis de estresse mais altos estavam mais desgastadas e eram mais pessimistas em relação à maternidade.

Eles também descobriram que o contrário era verdade: Mães com um apoio forte de suas comunidades tiveram níveis mais baixos de estresse e eram otimistas em relação à maternidade.

Se isso fosse uma equação matemática, a propriedade transitiva seria perfeitamente demonstrada:

Se A = B e B = C, então A = C.

Em outras palavras, se você quer que seus filhos se tornem adultos saudáveis e bem ajustados, você precisa ter uma abordagem otimista na sua criação. E se você quer a melhor chance de ter uma abordagem otimista em relação à maternidade, você precisa construir uma rede de apoio para te ajudar durante as dificuldades de ser mãe/pai.

O ditado é verdade: Realmente é preciso uma aldeia para criar uma criança.

Ter o apoio de uma comunidade libera várias habilidades e recursos para tornar sua vida mais fácil enquanto você navega pelos obstáculos da maternidade. Por sua vez, isso alivia um pouco o seu estresse e permite que você encare suas tarefas com mais otimismo e uma sensação de conexão com outros que dá ao seu esforço ainda mais propósito.

Pode ter sido esta a diferença entre minhas duas amigas – a que tinha um forte apoio da comunidade e a que não tinha? Parece provável.

Estimo que somente uma pequena porcentagem das pessoas que lerão este artigo são mães recentes (por volta de 1%, segundo minha estimativa). Se isso só se aplicasse a elas, a lição teria uma audiência bastante restrita.

Mas comunidade – e quão vital ela é para o sucesso – vale para muito mais que somente mães novas.

Por Que Você Precisa de Apoio Para Alcançar Seus Objetivos

Enquanto você lê isto, eu imagino que tenha algo mais acontecendo na sua cabeça. Um projeto, um relacionamento, algum tipo de sonho – algo grande sobre o qual você pense regularmente. Pode ser um pouco opressivo, mas você está comprometido e você vai ver isso se realizar.

Talvez você esteja começando um negócio ou escrevendo um livro. Talvez você esteja planejando uma grande aventura, construindo uma carreira ou desenvolvendo um relacionamento. O que quer que seja, pode ser que pareça ser seu bebê.

Recentemente, completei uma maratona em cada continente. Levei quase quatro anos. Apesar de eu poder ter feito isso sozinho, a aventura foi mais divertida e mais significativa porque tive uma comunidade de pessoas (vocês!) com quem compartilhar e que me ajudou com as peças ao longo do caminho.

Eu nunca compararia correr maratonas com as dificuldades da maternidade, mas a lição acima se aplica do mesmo modo:

Se você quer que seu sonho floresça e alcance seu potencial máximo, então você precisa persegui-lo com otimismo e dar a ele o cuidado de que ele precisa para crescer, ao mesmo tempo que deixa o estresse desnecessário sob controle. E para fazer isso, você precisa do apoio de uma comunidade para ajudá-lo a chegar lá.

Se A = B e B = C, então A = C.

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o último

este relato emocionante foi escrito pela Lindsay Ferrier, no Suburban Turmoil. como está em inglês e é imperdível, resolvi traduzir aqui pra vocês. quem se identifica? o/

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O último

The Last One

No dia em que seu último filho nasce, você vai se encontrar cheia de uma confusão de emoções.

Você vai sentir alívio por ter finalmente parido, orgulho e alegria pelo bebê saudável em seus braços – e tristeza pela compreensão de que você nunca mais vai experimentar o milagre primordial de um bebê crescendo dentro do seu corpo.

Daquele dia em diante, essa mistura estranha de sentimentos vai permanecer dentro de você – porque cada um dos ‘primeiros’ do seu caçula vai ser também o seu ‘último’.

Quando ele estiver grande demais para o pijama, você não vai mais guardá-lo para o próximo bebê. Quando ele abandonar os brinquedos, você vai doar a maioria. Você vai ficar feliz por ter algum espaço extra no armário, mas também vai ter aquele momento no supermercado quando você percebe que não tem motivo para ficar parada em frente aos mordedores no corredor 14 – seu último não os quer mais. Nem você.

 

BruiserUm dia, você vai se livrar de todas aquelas mamadeiras no armário, e aquilo vai parecer estranho já que mamadeiras preencheram a prateleira de baixo desde sempre. Você fará o mesmo um ano depois com as colheres de ponta de borracha para bebê, e depois com os copos de transição, e os pratos e cumbucas com desenho de coelhinho. Todas essas pequenas coisas que você passou a encarar como certas vão, de repente, surpreendentemente, não ser mais necessárias. E removê-las vai fazer seu coração doer um pouquinho.

Você não vai perceber que trocou sua última fralda até o dia em que arrumar a última gaveta de pijamas, encontrar um pacote de fraldas noturnas e perceber que ele não precisou mais delas nos últimos seis meses. Você vai comemorar o fim de uma era bastante fedida com uma taça de vinho depois que as crianças forem dormir. Trocar fraldas era um saco.

Você vai adiar arrumar o armário de casacos porque tem um pequeno aspirador de pó de brinquedo em algum lugar lá dentro que seus filhos usavam cada vez que você aspirava a casa. O caçula vai ter cansado desse brinquedo há anos, mas, de algum modo, aquele brinquedo se tornou simbólico dos anos da primeira infância, e você não vai conseguir suportar pensar em se desfazer dele. Então, o armário de casacos vai ficar cada vez mais bagunçado e mais desorganizado e quando seu marido falar alguma coisa, você simplesmente vai dar de ombros.

Você não vai levar o último para tantas aulas Mamãe & Bebê porque já sabe que ele não vai se lembrar delas de todo modo. Você não vai tentar ensiná-lo a ler aos 3 anos, porque já vai ter aprendido do jeito mais difícil que se você esperar só mais um ano, ele vai aprender muito mais rapidamente. Você não vai fazer muitas das coisas com o caçula que fez com o primeiro, porque você já passou por tudo isso e, francamente, a maioria era completamente desnecessária. Não vai ter importância – ele vai ter o desejo inato de todos os caçulas de estar à par dos irmãos mais velhos, e você vai se surpreender com o que ele consegue aprender por conta própria.

Bruiser
O que o caçula vai ganhar de você é muitos abraços e carinhos e beijos – o máximo que você conseguir dar antes que ele escorregue para fora dos seus braços. Em algum ponto, o caçula vai ser a única criança na casa que ainda gosta de sentar no seu colo, de fugir para a sua cama no meio da noite, de brincar de guerra de abraço e ter momentos de aconchego – e você vai saber por experiência própria que logo tudo isso vai acabar.

“Não cresça”, você vai sussurrar no seu ouvido. “Tenha seis anos para sempre”. “Eu tenho que crescer, mamãe”, ele vai rir. “Não consigo parar esse crescimento!” Sabendo disso, você vai apertar sua bochecha contra a dele e respirar o fraco aroma de bebê que sobrou em seus cabelos enrolados. Você vai cantar para ele na hora de dormir e dizer que o ama muito, muito, muito, e enquanto faz todas essas coisas, você vai ouvir uma voz melancólica na sua cabeça te lembrando que ele é o último, o último mesmo, e que não terão outros.

Bruiser Running
Quando você se lembrar do caçula, ele sempre estará correndo à sua frente e você vai estar tentando ao máximo acompanhar, seu coração explodindo com um misto de alegria e desespero. A cada dia que passa, o laço da infância vai parecer estar se desfazendo muito rápido diante dos seus olhos, e você vai se sentir impotente para pará-lo, e quando seu caçula abandonar livros de figuras para livros com capítulos e deixar a casa para sua primeira noite fora e pedir que você tire as rodinhas da bicicleta, você vai se dar conta brutalmente, repetidamente, do fato de que a melhor época da sua vida está escapando de você,

pouco

a pouco

a pouco.

Bruiser

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Como nascem os pais?

você se lembra de quando se tornou mãe? não, não estou falando de quando seu primeiro filho nasceu; pense antes, na primeira vez em que você se imaginou mãe, no primeiro bebê-boneca que você ninou, na primeira criança dos outros que você olhou e disse ‘aaah…, quero um desses pra mim’. pensou? pois é, eu também acho que muitas de nós nasce mãe ou se torna uma bem cedo na vida. talvez seja isso o tal ‘instinto’ de mãe – parte realmente biológica enraizada no nosso DNA e parte sorrateiramente aprendida durante nossa vida.

mas e os pais? será que eles também têm um ‘instinto’ escrito no cromossomo Y? se têm, ninguém acredita. porque se há um consenso entre as mães do mundo todo é que nenhum pai cuida dos nossos filhos tão bem quanto a gente! hahaha

pareço cruel? ok, mas fala a verdade: com quantos meses você ‘deixou’ seu marido ficar sozinho com o bebê por 5 minutos, trocar uma fralda por conta própria sem inspecionar depois, dar banho sem supervisão?? pois é. essa ideia é tão forte e consensual que até os próprios pais fazem piada a respeito.

mas… o que acontece de verdade quando um pai tem que cuidar da cria? será que é a catástrofe que todo mundo imagina? será que ele não tem o mesmo cuidado porque não liga pro bebê? qual é o vínculo que um homem tem com seu filho? é muito difícil nós mães sabermos com certeza por dois motivos básicos: (1) a gente nunca deixa os filhos sozinhos com o pai (haha) e (2) eles nunca revelam o que acontece quando deixamos.

pois nossa sorte é que existem uns poucos pais que curtem escrever sobre isso. e, pra nossa surpresa, a ligação entre pai e filho pode até surgir só depois do nascimento, mas é tão forte e bonita que deixa a gente com vergonha de pensar o contrário!

dá uma navegada pela internet, buscando blogs de pais. tem vários, dá pra se perder com tantos relatos. mas o que mais me chamou a atenção, por diversos motivos, foi o do Renato Kaufmann, Diário de Um Grávido. ele começou a escrever quando soube que seria pai, então tem a história dos 9 meses de gestação e depois várias historinhas da Lucia, dos 0 até hoje, com 5 anos. o blog fez tanto sucesso que ele publicou dois livros, Diário de um grávido e Como nascem os pais, ambos pela Mescla Editorial. além de ter um jeito super carinhoso de falar da filha (dos gatos, da vida), ele é muito engraçado! eu, com a vida atribulada de quem trabalha e cuida de 3 crianças, consegui ler o livro todo em dois dias. super recomendo!

quem sabe depois disso a gente perde a noção de que só mãe cuida bem de criança, né? ou não… rs

como nascem os pais

  Como nascem os pais

  Renato Kaufmann

  Mescla Editorial

  2011

  208 páginas

  r$ 53,80 (Cultura)

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Dica de vídeo incrível e imperdível: IheartZion – 10 dias de vida, 1 vida de recordações

Helloucas, tudo bem????

Sumi, né???

Correria maluca, início das aulas, aniversário da Lulu e muita terapia “cazamigas” hahaha!!!

E lá estava eu dando aquela “fuçadinha” básica nas novidades e me deparo com esse vídeo do YouTube… Da série “pra me acabar de chorar e pensar na vida”, sabe??

Pois então… Na 20a. semana de gravidez de Zion, os pais receberam a notícia de que ele teria uma doença genética que resulta em uma série de anomalias internas, conhecida como Síndrome de Edwards, com uma taxa muito baixa de sobrevivência.

Juro, não sei como eu iria receber essa notícia e piro só de pensar nisso…. No entanto, os pais resolveram deixar o futuro de Zion nas mãos de Deus, não importa quão curta poderia ser a passagem dele aqui… E assim, em 11 de janeiro de 2014, com pouco mais de 2 kg e 43 cm, nasceu Zion, recebido com grande alegria pelos pais e seus 4 irmãos. 

A luta de Zion foi vivida intensamente pela familia, mas em seu nono dia, Zion começou a lutar para respirar. No dia seguinte, 21 de janeiro, ele faleceu. Esses momentos foram registrados pela família e você pode acompanhar um pouquinho dessa história no vídeo incrível que já está circulando pela internet, que começa com os pais – Josh e Robbyn – compartilhando mensagens para seu filho.

Emocionante…

Óbvio que eu já tive crise de consciência, me culpei por todos os minutos de atenção que eu deixei de dar para as kids ou porque eu estava fazendo algo que EU julgava “super” importante (tipo Face, Whatsapp…..), ou na correria do dia-a-dia, ou simplesmente estava cansada.

Enfim…. muita gente pode achar bobagem, mas que cada vídeo ou texto dessas experiências me deem um puxão de orelha e lembrem de valorizar cada dia mais os momentos preciosos com meus filhos, enquanto eles, em sua inocência infantil, ainda achem a coisa mais importante do mundo a minha atenção, opinião ou simplesmente um sorriso… Afinal, eles estão crescendo rápido… rápido demais…

Beijos!!!

zion

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Palavras de um pai para sua filha (do corredor de maquiagem)

li no Huffington Post de hoje e achei extremamente importante traduzir aqui no blog!
é uma carta do Dr. Kelly Flanagan, psicólogo, para sua filha. o original em inglês está aqui no blog dele.

Querida Pequenininha,

Enquanto escrevo isto, estou sentado no corredor de maquiagem da loja Target da região. Um amigo recentemente me mandou uma mensagem de texto de um outro corredor de maquiagem e me disse que parecia um dos lugares mais opressores do mundo. Eu quis descobrir o que ele quis dizer. E agora que estou sentado aqui, começo a concordar com ele. Palavras têm poder, e as palavras expostas neste corredor têm um poder profundo. Palavras e frases tais como:

Acessivelmente linda

Infalível

Acabamento impecável

Força brilhante

Poder líquido

Fique nua

Antiidade

Rejuvenecedor instantâneo

Escolha seu sonho

Quase nua

Beleza natural

Quando se tem uma filha, você começa a perceber que ela é tão forte quanto qualquer outro na casa — uma força a ser reconhecida, uma alma em chamas com a mesma vida e dádivas e paixões que qualquer homem. Mas sentado aqui neste corredor, você também começa a perceber que a maioria das pessoas não a verá desse modo. Eles a verão como um rostinho bonito e um corpo para ser aproveitado. E eles dirão a ela que ela deve ter determinada aparência para que tenha qualquer valor ou influência.

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Mas palavras têm poder e talvez, talvez, as palavras de um pai podem começar a competir com as palavras do mundo. Talvez as palavras de um pai possam conduzir sua filha através desse desafio de vergonha institucionalizada até um senso profundo e inabalável de seu próprio valor e beleza.

As palavras de um pai não são palavras diferentes, mas são palavras com um significado radicalmente diferente:

Força brilhante. Que sua força não esteja nas suas unhas, mas no seu coração. Que você saiba discernir dentro de si quem você é, e aí que você possa viver isso temerosamente mas com tenacidade no mundo.

Escolha seu sonho. Mas não a partir de uma prateleira numa loja de departamento. Encontre o lugar calmo e silencioso dentro de você. Um sonho verdadeiro foi plantado lá. Descubra o que você quer fazer no mundo. E quando você tiver escolhido, que você consiga perseguí-lo com fé, com integridade e com esperança.

Nua. O mundo quer que você tire suas roupas. Por favor, fique com elas. Mas tire suas luvas. Não dê socos. Diga o que estiver em seu coração. Seja vulnerável. Abrace o risco. Ame um mundo que mal sabe o que significa amar a si mesmo. E o faça nua. Abertamente. Com abandono.

Infalível. Que você esteja constantemente, infalivelmente consciente de que infalibilidade não existe. É uma ilusão criada por pessoas interessadas na sua carteira. Se você escolher buscar a perfeição, que ela seja uma graça infalível – por você mesma e por todos à sua volta.

Antiidade. Sua pele vai criar rugas e sua juventude vai desaparecer, mas sua alma é eterna. Ela sempre saberá brincar e aproveitar e se deleitar nesta vida única. Que você sempre resista desafiadoramente o envelhecimento do seu espírito.

Acabamento impecável. Seu acabamento não tem nada a ver com sua aparência e tudo a ver com como sua vida vai parecer no seu último dia. Que seus anos sejam de preparação para este dia. Que você seja envelhecida pela graça, que você cresça em sabedoria e que seu amor se torne tão grande que abarque todas as pessoas. Que seu acabamento impecável seja um abraço pacífico no fim e no desconhecido que vem a seguir, e que isso seja um presente a todos que te querem bem.

Pequenininha, você ama tudo que é rosa e com fru-frus e eu com certeza vou entender se algum dia maquiagem for importante para você. Mas eu rezo para que duas palavras permaneçam sendo as mais importantes para você — as duas últimas palavras que você diz toda noite, quando eu te pergunto: “Onde você é mais bonita?” Duas palavras tão brilhantes que nenhum corretivo pode cobrir.

Onde você é mais bonita?

Por dentro.

Do meu coração para o seu,

Papai.

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Tal como a última carta que escrevi para minha filha, eu escrevi esta primeiro para ela e o dia que eu eventualmente a ler para ela. Mas eu também a escrevi para todas as mulheres que precisam ouvir palavras de um pai. Mulheres, ninguém pode definir sua beleza por você. Mas eles vão tentar.

Minha filha tem 4 anos agora. Se sua descoberta do corredor da maquiagem acontecer na idade típica, eu acho que temos uns cinco anos para alterar radicalmente o arco da história e da subjugação-por-imagem do gênero feminino. Temos um monte de trabalho a fazer. E começa no coração de cada mulher.

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como desfraldar seu amigo

férias, verão, calor… este é o momento em que 10 entre 10 mães de crianças entre 2 e 3 anos decidem apresentar seus ex-bebês ao maravilhoso mundo do esgoto encanado! chega de gastar meia fortuna por mês com fraldas, chega de poluir o planeta com esse lixo tóxico não-degradável, chega de sujar a mão de cocô — espere aí: isso ainda vai continuar por algum tempo…

há que se entender: o verão é mesmo um bom momento pra deixar sua pessoinha andando por aí pelada (ou de cueca/calcinha) e, quando vier aquele xixi desavisado, na maioria das vezes é só passar um pano e boa!

e, apesar de ser possível encontrar dicas e macetes para o desfralde em qualquer blog nesta Internet-de-meu-deus, alguns pontos são cruciais para o bom andamento do processo, independentemente do método que se pretende adotar.

1º  — paciência

não importa se você vai usar de prêmios, historinhas, penicos musicais feitos em ouro, uma coisa você vai ter que ter de qualquer jeito: paciência. é hora de rememorar momentos possivelmente não muito felizes da sua própria infância, a postura que seus pais tiveram com seu desfralde, a relação que você criou a partir disso. não deixe em hipótese alguma frustrações e ansiedade transpassarem ao ensinar sua criança. tudo que seu filhote não precisa neste momento é se sentir responsável pela felicidade alheia (ou seja, a sua)!

2º — timing

cada criança é uma, cada pai e mãe também. isso se traduz na lógica de que cada mãe e pai tem que saber o momento em que seu filho pode estar preparado para o desfralde. não é porque o verão chegou e ele tem dois anos que “está na hora”. o que pode parecer perfeito para você pode muito bem não ser para o maior interessado: seu filho. sim, quem vai economizar caminhões de dinheiro todo mês é você, quem não vai mais precisar trocar fralda é você, mas nunca esqueça que a função primordial de toda mãe e todo pai é criar um futuro adulto, um indivíduo que precisa ter autonomia e ser feliz; ou seja, o maior interessado é ele sim!

3º — paciência

já falei que precisa ter paciência? pois deixe-me frisar o quanto isso é importante: toda vez que a criança pedir para ir ao banheiro você TEM QUE parar o que estiver fazendo e ir. mesmo que 8 entre 10 vezes que ele pedir seja alarme falso! mesmo que você esteja fazendo algo muito importante! mesmo que seja ‘rapidinho’! se a criança está aprendendo, não podemos exigir que ela ‘espere um segundo’, que ela saiba diferenciar a simples vontade de estrear o penico novo da real vontade de fazer xixi ou cocô, nem que ela tope ir com outra pessoa. entoe o mantra ‘logo passa’ e renda-se ao chamado do filhote!

4º — consistência

imagine o que é para a cabeça de uma criança receber uma ordem e, logo em seguida, outra contrária. depois outro comando e, logo, um antagônico. seu filho é super inteligente, tenho certeza disso, mas ele certamente ainda não tem capacidade de filtrar mensagens contrárias como fazendo parte da indecisão dos pais. se você decidiu apresentá-lo às cuecas e ao penico e deu o comando ‘faça xixi aqui’, é isso que ele vai fazer – ou, pelo menos, tentar. se toda vez que forem sair de casa você colocar fraldas, se quando quiser tirar uma soneca as fraldas voltarem, se estiver ‘com preguiça’, fraldas… sua criança vai demorar bem mais para finalmente entender quando precisa controlar a vontade e quando não precisa. é claro que existem situações excepcionais, quando não dá para deixar a criança sem fralda enquanto ela está aprendendo, mas a ideia é pegar uma ou duas semanas do seu tempo em que você pode deixá-la treinando em todos os momentos e que você esteja disponível para ir ao banheiro mil vezes, em qualquer lugar, carregar meio armário de calcinhas e shorts nas costas e trocar a roupa da figura cem vezes se for preciso. dá trabalho, mas a maternidade não é isso?

5º — esteja preparado para repensar a estratégia

o calor é o melhor amigo do desfralde, as férias também, mas pode ser que sua filha discorde e não se sinta confiante em se separar da amiga fralda, que a acompanhou todos esses anos. você decidiu passar pelo processo e, mesmo depois de um mês, parece que a criança não sacou o modus operandi? pois tape os ouvidos aos palpites alheios, respire fundo e saiba que é possível (e algumas vezes até aconselhável) dar um tempo no processo para tentar de novo daqui a uns meses. pode ser que seu filho não tenha curtido ser mandado o tempo todo para o banheiro (tem criança pequena com uma autonomia de causar inveja a muitos adultos), pode ser que a ansiedade da família, por mais que tenha sido contida, seja muito grande para a criança aguentar, ou talvez esta seja uma fase com novidades muito mais interessantes para a criança do que um penico. tudo bem. retire as tropas de campo e faça um novo planejamento para o Carnaval. ou para a Páscoa. ou para o Natal, quem sabe.

6º — paciência

ok, ok. paciência é importante, vocês já sacaram. mas, se a frustração estiver difícil de conter, lembre-se: ao contrário do que palpiteiros de plantão possam sugerir, quantos adolescentes de fraldas vocês conhecem? viu, essa fase também passa.

abaixo tem alguns links para posts com dicas que podem ser úteis para ajudar pais e mães inexperientes durante o processo. mas lembre-se que mais importante do que o método escolhido é sacar que tipo de criança você tem em casa e tentar encontrar o processo mais adequado à personalidade dela. e ter muita paciência. já falei isso?

boa sorte!

Elis e Chico, modelos de underwear

Elis e Chico, modelos de underwear

Babycenter Brasil:

Meu filho está pronto para tirar a fralda?

Desfraldamento: o que não funciona

Como desfraldar meninos

Como desfraldar meninas

Mundo Ovo:

O fracasso da operação desfralde

Macetes de Mãe:

Dicas para o desfralde

Guia do Bebê:

A hora do desfralde

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se todo mundo te falar pra pular da ponte…

olá, pessoal!

tenho lido tanta coisa interessante que fico na dúvida do que escrever primeiro!

como já falei aqui, estou na busca por um tipo de trabalho que me permita extravasar, criar e ver resultados diretos na vida das pessoas. por isso, tenho lido muita coisa interessante sobre mudança – na vida, na carreira, no caminho. o último que terminei é The Art of Non-Conformity [A arte da não conformidade], do americano Chris Guillebeau.

a história dele me chama a atenção por alguns motivos: primeiro, ele é um ano mais novo que eu – o que significa que somos praticamente da mesma idade. segundo, ele não é particularmente brilhante em nada {palavras dele, hein!}, não tem uma formação acadêmica impressionante, não nasceu em berço de ouro e nem foi uma criança que se destacou da maioria por ser extrovertido, diferente ou criativo. terceiro, ele não foi sempre assim, não-conformista. um dia ele se aventurou num programa voluntário na África e lá ficou por 4 anos. quando voltou, passou a viver do jeito que quis, e não do jeito que ele – ou os outros – achava que deveria viver. e assim começou a escrever o blog AONC.com.

o livro é profundamente inspirador! apesar de a proposta parecer simplista {‘viva do seu jeito, não siga regras’}, só lendo o livro pra compreender o que ele realmente quer dizer, e o mais importante: como mudar! ele dá várias dicas, muitas baseadas na própria experiência, claro, mas em todos os momentos ele apresenta alternativas para o caso de você não ser exatamente como ele. e apesar de a nossa primeira reação ser “ok, fácil você falar. os Estados Unidos é diferente do Brasil, trabalho é mais fácil, tem menos impostos, menos contas pra pagar, você não tem filhos etc…”, se a gente realmente estiver aberto a mudança, vai se beneficiar da leitura deste livro.

aliás, tanto ele sabe disso {imagine o quanto ele não ouviu esse tipo de objeção!} que o primeiro capítulo é exatamente sobre isso! ele já começa o livro falando: olha, não vamos gastar o seu tempo ou o meu. se você realmente quer mudar, se está mesmo a fim de ouvir dicas e pensar na sua vida, seja bem-vindo. mas se é pra ficar fazendo objeções e indo contra tudo que eu propuser, feche este livro e vá viver sua vida feliz. não é o máximo?

se você ainda está na dúvida sobre esse papo, antes de comprar o livro assista a palestra dele no TEDx. são só 17 minutos, nos quais ele fala sobre medo versus coragem. tudo muito simples e divertido. vale a pena!

eu amei! me senti ainda mais motivada a mudar o que não curto na minha vida, ou a finalmente começar a viver aquilo que eu penso mas tenho preguiça/medo/dúvida de mudar — uma das coisas foi me tornar vegetariana {de novo}!

então, aproveite o espírito das festas de fim de ano e a esperança de um ano novo melhor e comece a planejar sua vida nova!

boa sorte e boa leitura!

arte

  A Arte da Não Conformidade

  Chris Guillebeau

  Editora Saraiva

  2012

  208 páginas

  r$34,90 (na Cultura)

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Comunicação Não-Violenta

bom dia, pessoal!

hoje é um post rapidinho, só pra não passar em branco — mas deixando muita coisa pra vocês pensarem! 🙂

faz uns meses que li um livro bem curtinho (e poderoso!) chamado Raising Children Compassionately (Criando Crianças Com Compaixão), sobre Comunicação Não-Violenta e seu uso na educação das crianças. Comunicação Não-Violenta (CNV) é uma abordagem desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg, que visa eliminar juízos de valor e estimular a parceria nas relações interpessoais. pensa assim: a gente está mais que acostumado a tratar nossos filhos hierarquicamente (“eu que mando”), mas ninguém fala assim com um amigo ou colega de trabalho, né? a ideia dele é que não deveríamos educar nossos filhos assim também, e que estimular a empatia e a cooperação é uma forma de comunicação muito mais eficaz do que a punitiva (mesmo que a punição não seja física).

tem muita coisa pra ler a respeito na internet, vale a pena procurar. esse livrinho que comentei é curto e dá pra ler numa sentada (que tal na hora da novela? hahaha) e faz a gente pensar muito! se você se interessou, que tal ler este post, do blog Papo de Homem, e este blog inteiro sobre CNV?

boa leitura!

Raising

  Raising Children Compassionately

  Marshall Rosenberg

  Independent Publisher

  2004, 28 páginas

  r$ 25,30 (na Cultura)

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Brandon Stanton e o poder do olhar

das muitas coisas que passam pelos meus olhos na timeline do Facebook, confesso que esta foi uma das indicações que só decidi checar na segunda ou terceira vez. agora me arrependo de ter ficado de fora do processo todo por tanto tempo.

Humans of New York, você já deve ter ouvido falar, é um Tumblr/Facebook page/agora livro impresso que está entre os assuntos do momento. um carinha perde seu emprego mundano comprando e vendendo ações em Chicago e resolve seguir sua (mais nova) paixão: fotografia. o que inicialmente era pra ser um Tumblr catalogando 10 mil pessoas residentes em New York para uma espécie de ‘censo fotográfico’ acaba tomando um novo rumo no meio do caminho e passa a atrair a atenção de mais de 1,5 milhão de pessoas na internet, culminando num livro aparentemente maravilhoso e inspirador que foi lançado este mês.

o que tem demais? bom, o que primeiro me chama a atenção é que a ideia de fotografar pessoas na rua não tem nenhuma novidade, mas a beleza dela está no olhar do fotógrafo. pelo Tumblr dá pra ver que ele não usa nenhum equipamento fotográfico super hiper duper. uma Canon semi-profissional e luz natural, cenário natural. só. mas tem cada foto…

isso me lembra o que o Hugh MacLeod aponta sabiamente no livro Ignore Everybody: pra fazer alguma coisa, não se esconda atrás dos ‘instrumentos’. tipo não começar um projeto de escrita sem ter um MacBook Pro, ou fotografar festas infantis sem ter uma super câmera primeiro e não ter grana… (parece familiar?)

outro ponto que ressoou muito forte foi o que o próprio Brandon falou numa entrevista: ‘se você quer fazer alguma coisa, não espere pelo perfeito. comece agora.’ cara, é uma dica tão banal mas tão, tão importante. se a gente ficar esperando pra pôr em prática uma ideia até que ela esteja ‘redonda’, não vai sair nunca do papel. as ideias mudam, os projetos se transformam, principalmente quando em contato com outras pessoas. como esse menino e o blog, onde ele ia postando as fotos. a coisa foi indo, foi indo, e agora ele tem um livro de sucesso e provavelmente vários outros a caminho.

então é isso, galera. é só começar. 🙂

"Por que você está usando um macacão de piloto?" "Eu uso todo dia." "Você quer ser um piloto quando crecer?" "Não, eu quero ser professor." "Por que você não está usando um uniforme de professor?" "Eu não tenho um."

“Por que você está usando um macacão de piloto?”
“Eu uso todo dia.”
“Você quer ser um piloto quando crecer?”
“Não, eu quero ser professor.”
“Por que você não está usando um uniforme de professor?”
“Eu não tenho um.”

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