maternidade e comunidade

de tempos em tempos, recebo emails de um site bacana chamado Riskology, de um cara chamado Tyler Tervooren, que escreve sobre risco, empreendedorismo e a busca da felicidade. em março, ele escreveu sobre a importância da comunidade para mães, especialmente as recentes. achei o tema super apropriado, por isso traduzi aqui pra vocês. 🙂

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Este Estudo com Mães Recentes Revela a Importância da Comunidade

Publicado por Tyler Tervooren na quinta, 27 de março de 2014

Amigo Riscologista,

Quando eu tinha acabado de sair da faculdade, duas amigas tiveram bebês na mesma época. Como novas mães, elas estavam atarefadas e exaustas quase constantemente, mas eu conseguia vê-las de tempos em tempos.

Uma das mães recentes vivia perto e tinha amigos e família para ajudá-la com os cuidados com o bebê, nas tarefas e outras dificuldades da maternidade. Ela também passou a fazer parte de um grupo de exercícios para mães novas. Algumas vezes por semana, elas se encontravam no parque com seus carrinhos de bebê para fazer exercícios necessários e socializar entre adultos.

Quando eu a via, ela admitia que ser uma mãe nova era incrivelmente difícil, mas que ela também nunca havia estado tão feliz ou empolgada com a vida à sua frente.

A outra mãe recente vivia longe, no meio do mato, com seu marido e a filha nova. Eles tinham poucos vizinhos e pouco tempo livre para sair. Eu não os via com frequência, mas quando a encontrava, a mãe (e o pai, para ser justo) estava menos otimista. Ela tinha um marido amoroso e, pelo que eu podia perceber, era feliz em ser mãe. Mas ela era mais estressada em relação às suas tarefas maternas e não era tão otimista quando a gente conversava sobre o futuro.

Aparentemente, pode ser que tenha uma diferença chave entre essas duas mães que afeta não só sua felicidade e perspectiva de vida, mas o modo como seus filhos vão crescer e experimentar o mundo.

O Conto de Duas Mães e a Importância do Apoio da Comunidade

Durante a maior parte do século XX, estudiosos, cientistas e pesquisadores estudaram os efeitos das relações entre pais e seus filhos. E a conexão é bem simples: Se você passar tempo com seus filhos, orientá-los e apoiar seus interesses, eles provavelmente serão adultos felizes e bem ajustados.

Em 1983 – apenas um ano antes de eu nascer –, 5 pesquisadores da Universidade de Washington se propuseram a levar as coisas um passo adiante: Como o apoio de uma comunidade afeta o modo como um pai ou mãe se relaciona com seus filhos e sua habilidade de criá-los?

Eles estudaram mães recentes com diferentes níveis de estresse e apoio das comunidades à sua volta. E eles chegaram a uma resposta bastante clara: Mães sem um forte apoio da comunidade tinham níveis de estresse mais altos, e mães com níveis de estresse mais altos estavam mais desgastadas e eram mais pessimistas em relação à maternidade.

Eles também descobriram que o contrário era verdade: Mães com um apoio forte de suas comunidades tiveram níveis mais baixos de estresse e eram otimistas em relação à maternidade.

Se isso fosse uma equação matemática, a propriedade transitiva seria perfeitamente demonstrada:

Se A = B e B = C, então A = C.

Em outras palavras, se você quer que seus filhos se tornem adultos saudáveis e bem ajustados, você precisa ter uma abordagem otimista na sua criação. E se você quer a melhor chance de ter uma abordagem otimista em relação à maternidade, você precisa construir uma rede de apoio para te ajudar durante as dificuldades de ser mãe/pai.

O ditado é verdade: Realmente é preciso uma aldeia para criar uma criança.

Ter o apoio de uma comunidade libera várias habilidades e recursos para tornar sua vida mais fácil enquanto você navega pelos obstáculos da maternidade. Por sua vez, isso alivia um pouco o seu estresse e permite que você encare suas tarefas com mais otimismo e uma sensação de conexão com outros que dá ao seu esforço ainda mais propósito.

Pode ter sido esta a diferença entre minhas duas amigas – a que tinha um forte apoio da comunidade e a que não tinha? Parece provável.

Estimo que somente uma pequena porcentagem das pessoas que lerão este artigo são mães recentes (por volta de 1%, segundo minha estimativa). Se isso só se aplicasse a elas, a lição teria uma audiência bastante restrita.

Mas comunidade – e quão vital ela é para o sucesso – vale para muito mais que somente mães novas.

Por Que Você Precisa de Apoio Para Alcançar Seus Objetivos

Enquanto você lê isto, eu imagino que tenha algo mais acontecendo na sua cabeça. Um projeto, um relacionamento, algum tipo de sonho – algo grande sobre o qual você pense regularmente. Pode ser um pouco opressivo, mas você está comprometido e você vai ver isso se realizar.

Talvez você esteja começando um negócio ou escrevendo um livro. Talvez você esteja planejando uma grande aventura, construindo uma carreira ou desenvolvendo um relacionamento. O que quer que seja, pode ser que pareça ser seu bebê.

Recentemente, completei uma maratona em cada continente. Levei quase quatro anos. Apesar de eu poder ter feito isso sozinho, a aventura foi mais divertida e mais significativa porque tive uma comunidade de pessoas (vocês!) com quem compartilhar e que me ajudou com as peças ao longo do caminho.

Eu nunca compararia correr maratonas com as dificuldades da maternidade, mas a lição acima se aplica do mesmo modo:

Se você quer que seu sonho floresça e alcance seu potencial máximo, então você precisa persegui-lo com otimismo e dar a ele o cuidado de que ele precisa para crescer, ao mesmo tempo que deixa o estresse desnecessário sob controle. E para fazer isso, você precisa do apoio de uma comunidade para ajudá-lo a chegar lá.

Se A = B e B = C, então A = C.

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3 opiniões sobre “maternidade e comunidade

  1. Sabe que eu e Kito estavamos falando sobre varias coisas desse mundo materno…. Concluímos algo que parece tão óbvio (apesar de não ter sido para mim na época): não se fechar no casulo e ter uma vida social ativa pós bebês é vital para a mãe, os filhos e o marido…
    Tenho a sensação de ter perdido um tempão achando que eu não tinha o direito de ser eu-euzinha e sim apenas ser eu-mãe-esposa-trabalhadeira-dona de casa….
    🙂

    • sabe que eu acho que é meio (totalmente?) cultural isso? porque todas nós partilhamos, individualmente parece, da mesma sensação de que não ‘podemos’ ter vida própria, de que, uma vez mãe, somos tudo MENOS indivíduos. e, aos poucos, algumas mais sortudas conseguimos sair desse casulo autoimposto e perceber que não só merecemos exercer nossa individualidade como é BOM pros nossos filhos que a gente se sinta assim, com autonomia, dona do próprio nariz. faz bem, nos faz feliz, e isso só pode fazer as pessoas que se importam conosco felizes também. né? 🙂

  2. Exato… O importante é se libertar, ainda que com os filhos crescidos!!! né….. 😉

palpita aí!

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