Especial Dia dos Pais: Eu sou o pai que eu gostaria de ter?

Olá Loucas!

Nessa semana especial de Dia dos Pais, convidei meu marido para contar para a gente um pouco da louca experiência de ser pai…

Confesso que achei que ele não fosse topar, mas não só aceitou na hora como me surpreendeu com esse depoimento emocionante… Espero que gostem!

Quero aproveitar e mandar um enorme Feliz Dia dos Pais ao meu pai, marido, sogro e todos os meus queridos amigos que estão curtindo muito esse momento!

Bjos e até a próxima!!

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E lá vamos nós comemorar mais um dia dos pais. O 5º que vou comemorar de verdade, apesar de ter recebido presente e parabéns por 6 anos. Isso porque em janeiro de 2008 eu descobri que seria pai. Eu honestamente não sei dizer o que passou pela minha cabeça quando recebi a notícia, mas uma coisa é certa, eu não fazia a mínima ideia do que viria pela frente.

Em setembro de 2008 nasceu o Eric e, vou ser honesto, foi uma das sensações mais loucas da minha vida, um dos momentos mais intensos de auto-avaliação que eu já vivi. Eu desenvolvi uma pergunta que é quase um mantra na minha vida desde então: “Eu sou o pai que eu gostaria de ter?”

E a pergunta vai além do que a maioria pode imaginar, porque eu não quero ser um pai legalzão e bonitão! Eu quero ser um pai amigo, conselheiro e tutor, mas sem tirar a graça para que meus filhos descubram o mundo sozinhos e tenham suas próprias conquistas e frustrações.

Eu precisava aprender a educar uma criança, mas não sozinho, a Fê (minha esposa) também estava nesse barco comigo e a gente precisava formar um time, falar a mesma língua e descobrir como transformar aquele “joelho vivo” (afinal, todo bebê parece mais um joelho, cá entre nós) em um ser humano e ajudá-lo a se desenvolver no seu tempo, sem apressar nenhum processo.

O começo foi praticamente doloroso, dormir era luxo, nada mais de tempo para mim, parei de tocar guitarra (meu maior hobbie, que chegou a ser segunda profissão até 2006) e parei de ir à academia (um vício, ainda mais pra quem estava treinando pra campeonatos de artes marciais com categoria por peso). Se sobrava um tempo eu assistia o DVD “The happiest Baby on the block”, lia “Limites sem trauma” ou “O que esperar do 1º ano”. Engordei uns 15 quilos e decorei o DVD Xuxa só para baixinhos do 1 ao 4. E o pior, eu me sentia um mero coadjuvante. Ele não falava, só chorava e sujava as fraldas. Sorrir… só mamando no peito da mãe! Foi aí que eu descobri os banhos. Sim, todo banho do meu filho eu que dava, achei que ia matá-lo afogado no começo, parecia que eu estava lavando um bichinho frágil, mas começaram as conexões. Boa música ao fundo, nada de Xuxa e esse era nosso momento. Ele começou a sorrir pra mim e viramos bons amigos!

O tempo passou, a Luna nasceu e até hoje, sempre que possível, os banhos são meus. Mas obviamente não tenho apenas o horário do banho com eles e é aí que quero chegar! O que aprendi quando descobri os banhos é que se eu quero que meus filhos tenham conexão comigo eu preciso fazer coisas com eles. Não adiantava eu ter comprado o carrinho mais legal, o berço mais bonito e os brinquedos mais modernos pra ele. O Eric e a Luna sempre foram crianças que gostam de atenção, é fácil ser amigo deles, basta brincar e interagir. Ficou claro pra mim, ser pai não é um “cargo” ou um “status”, ser pai é um exercício, é algo ativo e infinito, que só depende de mim. A mãe nasce com uma conexão natural com seus filhos, o pai não. A gente não se torna pai quando a mãe engravida, tampouco quando nosso filho nasce. A gente se torna pai quando nosso filho entende que estamos lá pra ele, de corpo e alma.

A vida mudou, foi difícil me readaptar a essa nova realidade, mas ser pai é a coisa mais gostosa e gratificante do mundo. Tenho pelo menos umas 50 experiências inesquecíveis que poderia descrever aqui, mas aí isso deixaria de ser um texto e se tornaria um livro. O mais importante é saber que todo dia quando me pergunto: Eu sou o pai que eu gostaria de ter? A resposta é: Sim

Pra todos os pais de verdade, não os que tem o título, mas aqueles que exercem a função: um feliz dia dos pais!

Achei demais um vídeo que recebi essa semana, compartilho com vocês no link abaixo. Tem a ver com o que acabei de escrever, vale assistir pra entender.

post dia dos pais

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Categorias: convidados | 7 Comentários

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7 opiniões sobre “Especial Dia dos Pais: Eu sou o pai que eu gostaria de ter?

  1. Gabriela Chamusca

    Que ótimo que o Kito é um pai de verdade e não um destes de propagandas machistas que vemos até hoje!!!! Mas talvez pq até hoje existam pais assim… difícil de acreditar!!!! Mesmo pq hoje muitos pais é que são as mãe (como lá em casa!).
    Parabéns por ser PAI!!!!!

  2. Ida Maria Zoellner (Zô)

    Texto muito lindo, emocionante e verdadeiro. Pra variar, chorei…

  3. Márcio Luiz Aldecoa

    Parabéns Garoto e Feliz dia dos Pais para voce, UM GRANDE PAI. Grande Abraço!

  4. Suzane Teles

    Fiquei super emocionada ao ler esse depoimento tão verdadeiro, isso sim que é ser pai! Parabéns!!!

  5. AMANDA GRISPINO

    que lindo Fe!
    Parabéns a vcs, por serem uma família llinda!

  6. KITO! QUE MENINO POETA VC ME SAIU! ESTOU ENCANTADA COM SUA CARTA!CHOREI,CHOREI DE FELICIDADE POIS VC ME ENCANTAE COMOVE MUITO!

  7. Pingback: Papo de Pai Louco – conheça o Kito Vivolo | Mães Loucas

palpita aí!

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