Sobre Ferberização e outras crueldades

quando minha primeira filha nasceu, se deu início meu estágio como mãe. sim, eu li nas páginas da baby whisperer Tracy Hogg que não se deve ‘ir aprendendo’ a ser mãe conforme a coisa vai acontecendo, mas acho que, no fundo, apesar de toda a bibliografia lida e as entrevistas com outras mães feitas, é assim que todas as mães se tornam mães.

sendo assim, o episódio ‘sono infantil’ foi, como em 99% dos casos, um dos mais difíceis na minha experiência. a Elis não era a mamadora mais eficaz do bairro e provavelmente tinha fome à noite. quando não queria mamar, a mãe de primeira viagem aqui achava que ela estava sem sono e tentava entretê-la altas horas da madrugada, ora vendo carros passando na rua pela janela, ora assistindo Discovery Kids… sendo assim, minha pobre filha só foi aprender a ter noites inteiras de sono consecutivas lá pelos 2 anos de idade.

quando meu segundo filho nasceu, eu já tinha sido promovida de estagiária a mãe junior e, mais experiente e com menos tempo para ‘bobagens’, não ficava enrolando quando o Chico acordava de madrugada: era peito e cama. e ele fazia os dois muito bem. passou a dormir a noite toda lá pelos 3, 4 meses de idade.

desde a primeira gravidez, já tinha ouvido falar no famigerado “Nana, Nenê” (Eduard Estivill, 2009) e no método de ferberização, que consiste em treinar seu bebê a dormir sozinho deixando-o chorar até cansar, mas não cheguei a ler o livro. a proposta me parecia tão estapafúrdia que nem cheguei a considerar na época. quando a Elis tinha poucos meses, uma noite ela estava particularmente chorona e nós, pais, particularmente cansados, e deixamos ela chorar no carrinho, no quarto escuro. minha tentativa durou exatamente 5 minutos – fui buscá-la correndo no carrinho e, no colo, ela dormiu em segundos. este foi o fim das minhas tentativas de ferberização.

na etapa mãe plena, voltei a ouvir falar do método e do livro, elogios inclusive. confesso que isso me atiçou a vontade de, pelo menos, ler o livro para ver do que realmente se trata essa proposta. por isso, a dica do post de hoje é o livro “Nana, Nenê” – mas já aviso: ainda não o li. este é como um ‘pré-post’ a respeito, com direito a um post posterior comentando sobre minhas impressões a respeito.

para não passar em branco, deixo aqui a dica de uma reportagem da revista Exame online, de 1997, chamada “Deixar chorar?“, sobre o método de ferberização e suas controvérsias no mundo da pediatria. é um texto longo e muito interessante sobre Richard Ferber, o dono do método, Robert Wright, um árduo opositor, e opiniões de diversos médicos brasileiros sobre o tema.

antes do próximo post, diga-nos quais as suas experiências com o método de ferberização e/ou aprendizado de sono de seus filhos. vocês leram este livro? usaram o método? gostaram? recomendariam? palpite!

ImageNana, Nenê

Eduard Sancho Estivill

WMF Martins Fontes

2009

160 pgs

r$ 39,90 (na Cultura)

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Categorias: livros, livros sobre maternidade, livros sobre puericultura | Tags: , , , | 4 Comentários

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4 opiniões sobre “Sobre Ferberização e outras crueldades

  1. Sha

    Eu nem preciso comentar, né? Rsrs. Li o Nana Nene quando a Rafa tinha 1 semana de vida e a partir daí virou meu livro de cabeceira. Segui exatamente tudo o que livro dizia, segui a rotina proposta, e obviamente deixei chorar, que pra mim nao era tão difícil (e nao pensem que sou uma mae ruim, minhas amigas estão ai para falar). Bom, o resultado foi perfeito. Com 2 meses a Rafa ja dormia 8 horas direto e com 3 meses 12 horas direto! E com isso nossas vidas de mamae, papai e filhinha se tornaram mais do que perfeitas, afinal, vamos combinar que as noites mal dormidas fazem o sonho de ser mamae ficar um pouco estranho….
    No meu próximo filho, novamente farei o método Nana Nene, feliz da vida!

  2. Sha

    Ah, e só mais uma coisa legal: todas as minhas amigas que fizeram o Nana Nene a risca, gostaram muito do resultado e fariam de novo.

    • AMANDA GRISPINO

      Eu li o livro logo que engravidei, por recomendação de uma amiga. Seguimos as regras desde os primeiros dias de vida da Joana. Confesso que Joana sempre foi bem tranquila. Mas o livro nos ajudou a disciplina-la a dormir sozinha sem termos que criar grandes eventos para isso acontecer. Sempre que uma amiga engravida, corro para saraiva e dou de presente. É claro que os pais tem uma maneira UNICA de cuidar dos bebes – inclusive na hora do nanar – mas vale a pena incluir algumas ações indicadas no livro.

      Sono tranquilo para toda família!

  3. Gabriela

    Posso falar (com orgulho rsrsrs) que sou mãe há 7 anos e nunca passei uma noite em claro… Meus filhos sempre dormiram muito bem… acho que puxaram a mãe ou as técnicas foram bem sucedidas… Não li este livro mas o Eivor (meu marido) leu a Encantadora de Bebes e acho que tem algumas destas “crueldades” que chegamos a fazer algumas vezes (e sem culpas!!!!). As técnicas que acho que deram certo… banho imediatamente antes de dormir, dormir sempre no berço, durante dia quarto sempre claro (nem penumbra), a noite sempre escuro (sem nenhum abajour ligado), ir para o berço sempre acordado… ou seja adormecer no berço… por isso as vezes precisa deixar chorar…
    Agora no berço é fácil… e quando não tem mais berço???? Como era mesmo que fazia rsrsrs????
    Ontem passei um sufoco… desmontei ontem o berço da Mari (que estava pulando dele há 10 dias…); foram 2 hs para conseguir fazer ela dormir… não parava de sair da cama. Hoje foi mais fácil pois sai e ela dormiu na volta no carro (ufa!). vamos ver como será amanhã!

palpita aí!

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