Crianças x Picadas de inseto: como sobreviver?

Nesta semana “Amazônica”, meu post vai tratar de um assunto que, para mim, traz muita preocupação em qualquer viagem: picadas de insetos.

Eu e meus irmãos somos alérgicos a picadas de insetos e viajar sempre foi sinônimo de repelentes e muita pomada Andantol.

Quando meus filhos nasceram, torci muito para que nenhum deles “herdasse” essa alergia, mas a filhota foi sorteada. Nossas idas à praia me deixam extremamente tensas, pois em todas as viagens ela teve picadas, apesar de todos os cuidados.

No último Ano Novo, em seu segundo dia de praia, minha filha apareceu com uma picada. Pelo aspecto, parecia de borrachudo, mas, no dia seguinte, ficou com uma aparência horrível! Ela não reclamava de dor, fui para o posto de saúde dentro do condomínio onde estávamos e a médica receitou um antialérgico via oral, passou creme Fenergan e imobilizou o braço para que ela não coçasse. E claro, recomendou que ela ficasse longe da areia e água do mar. Ela, numa ótima, sequer tirava o braço da tipoia e ficou conhecida por todas as enfermeiras nas trocas diárias do curativo! 

De volta a São Paulo, fui imediatamente falar com meu médico – primeira providência sempre, lembre-se disso.

Para as viagens seguintes, ele receitou a ingestão de complexo B, no caso o Beneroc, com antecedência. A dose indicada pelo pediatra era superior à da bula, por isso é essencial a prescrição por um profissional.

Além desse método, ele recomendou o uso de um repelente chamado Exposis. Pesquisando a respeito, verifiquei que esse repelente é muito indicado por médicos para o uso em crianças e adultos, lembrando que devem ser passados após o protetor solar. No site tem, inclusive, uma relação de insetos repelidos por esse produto.

Aqui em SP, nos dias mais quentes e sujeitos aos ataques de mosquitos assassinos, eu passo a loção antimosquito da Johnson’s. Ela vem em uma embalagem “abre e fecha”, mas eu coloquei numa em spray para facilitar a aplicação diária antes da ida à escola.

Quando a picada for inevitável, ele receitou uma pomada para amenizar os sintomas e inchaço em conjunto com um antialérgico via oral. Vale ressaltar que esses remédios são vendidos com receita médica, por isso é essencial a visita ao pediatra.

Mas voltando à Amazônia, como em qualquer viagem com crianças, o ideal é em primeiro lugar conversar com o pediatra, em busca de informações e cuidados mais comuns a serem tomados.

Nessa região do país, é preciso atentar para as doenças transmitidas por insetos, como febre amarela, malária e leishmaniose, e as doenças que podem ser transmitidas através da alimentação e da água, como hepatite A e febre tifoide.

Dicas:

Febre amarela: É essencial que a família toda esteja com essa vacina em dia. É indicada para crianças a partir dos 9 meses e deve ser renovada a cada dez anos. É importante que a pessoa se vacine pelo menos dez dias antes de entrar nas áreas de risco para que haja tempo de formar os anticorpos que a protegerão contra a doença.

Malária: Para doenças como a malária, que não podem ser prevenidas através de vacinas, existem recomendações que ajudam a proteger contra a picada do inseto transmissor, como o uso de repelentes, roupas que cubram a maior parte da superfície do corpo e evitar a exposição nos horários em que os mosquitos atacam mais (entardecer).

Hepatite A: Essa doença é adquirida basicamente pelo contato com alimentação e água contaminadas. A melhor forma de prevenção é comer comida feita em local confiável. Durante uma viagem, em que isso fica difícil saber, evite oferecer ao seu filho bebidas ou qualquer tipo de alimento oferecido por vendedores ambulantes e dê água mineral embalada em garrafinhas ou copinhos lacrados. Outra forma de evitar o contágio é a vacinação. A vacina é realizada por injeção em duas doses em um período de seis meses e só pode ser aplicada após o primeiro ano de vida, normalmente aos doze meses e a segunda dose aos dezoito, mas ainda só é encontrada em clínicas particulares.

Hepatite B: Essa vacina normalmente é dada no bebê ainda na maternidade. Desde meados de 2012 ela faz parte da vacina Pentavalente oferecida pelo Ministério da Saúde, por isso as doses de reforço virão na forma Pentavalente. Se a pessoa pretende permanecer por período prolongado na região amazônica, que concentra grande número de casos de hepatite B, precisa também ser imunizada contra essa doença. É uma doença transmitida pelo contato sexual ou pelo sangue contaminado e para a qual existe uma vacina bastante eficaz.

Leishmaniose: Não existe vacina. A única forma de prevenir a doença é evitar a picada do inseto vetor do parasita, o que se consegue usando o repelente.

É gente, na hora de viajar, vale a pena prevenir e tentar minimizar qualquer coisa que possa interferir nesse momento de felicidade com a família!

Fica a dica: quando for viajar, é fundamental procurar o pediatra de sua confiança, atualizar a carteira de vacinação da família e não esquecer o kit de sobrevivência aos mosquitos: complexo B + repelente + pomada + antialérgico + mosquiteiro!

E vocês, qual a experiência dos seus filhos com picadas? Qual a sua dica? Participe!

Fonte: Entrevista do Dr. Drauzio Varella com o Dr. Jessé Alves, médico infectologista, coordenador do Núcleo de Medicina do Viajante do Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas de São Paulo e representante no Brasil da Sociedade Latino-Americana de Medicina dos Viajantes.

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2 opiniões sobre “Crianças x Picadas de inseto: como sobreviver?

  1. Pingback: Picada de inseto: como lidar (de novo) com ela | Mães Loucas

  2. Pingback: Cadê meu repelente?!? Guia prático, mosquito mutante, calamidade publica e afins | Mães Loucas

palpita aí!

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